Cassilândia Notícias

Cassilândia Notícias
Cassilândia, Domingo, 19 de Maio de 2024
Envie sua matéria (67) 99266-0985

Geral

Como saber se uma criança tem a língua presa

Cintia Ferreira, assessoria - 03 de maio de 2016 - 09:41

Praticamente todo mundo já conheceu um caso. A criança vai falar e ao invés de dizer "que engraçado", diz "que engaçado", ou então "amaglelo" ao invés de "amarelo". A língua presa é um problema que afeta uma em cada cinco crianças, segundo estimativas dos especialistas. Além da dificuldade em falar alguns fonemas com t, d, z, s, n e l, o distúrbio pode atrapalhar o processo de amamentação, comprometer a mastigação e até a socialização, na fase escolar. Causada pelo encurtamento do freio lingual, membrana que fica embaixo da língua, pode ter origem congênita, ser causada por uso de chupetas, mamadeiras ou hábito de chupar o dedo. Nesses casos, a língua não chega ao céu da boca, movimento essencial para deglutição e fala.

"A mãe deve ficar atenta a problemas de sucção e amamentação, e, depois, na fala. Também deve observar quando a membrana está muito próxima da ponta da língua - que pode aparecer bifurcada ou em forma de coração. Esses sinais podem indicar língua presa", explica a fonoaudióloga do Hospital CEMA, Thaís Palazzi. Desde 2014, hospitais e maternidades são obrigados a fazer o Teste da Linguinha, que serve justamente para verificar a ocorrência do problema. No entanto, é sempre bom observar a criança, principalmente quando ela começa a falar.

Há duas formas de tratamento: intervenção cirúrgica ou exercícios fonoaudiológicos. "A avaliação deve ser sempre feita pelo médico, pois a forma de tratamento vai depender do comprometimento na deglutição e fala", detalha a fonoaudióloga. Outra dica importante: a criança que troca muito as letras ou tem dificuldade para falar certas palavras deve ser encaminhada para um especialista, caso contrário ela vai "acostumar" a falar dessa forma e depois, na vida adulta, dificilmente vai conseguir corrigir o problema de modo completo. Como em outros casos, a correção do problema na infância é sempre mais efetiva.

SIGA-NOS NO Google News