Cassilândia Notícias

Cassilândia Notícias
Cassilândia, Quinta, 23 de Setembro de 2021
Envie sua matéria (67) 99266-0985

Geral

Quanto menor a escolaridade, maior o risco de câncer

Agência Notisa - 04 de março de 2009 - 20:22

Segundo artigo publicado no Journal of the National Cancer Institute, pessoas com menos escolaridade têm até 3,62 mais chances de ter câncer de pulmão. Pesquisadores acompanharam 391.251 pessoas de 10 países europeus por mais de 8 anos em média.



Na Europa, pessoas com um nível educacional mais baixo têm até 3,62 vezes mais chances de vir a desenvolver câncer de pulmão se comparadas àquelas com mais anos de estudo. Entretanto, aproximadamente metade desse risco deve-se a um histórico de tabagismo, sugere estudo publicado na última edição on-line do periódico científico Journal of the National Cancer Institute. Na opinião dos pesquisadores, os resultados reforçam a necessidade de políticas públicas contra o cigarro dirigidas à população com menos escolaridade.



De acordo com texto disponibilizado para a imprensa, o estudo avaliou dados de 391.251 indivíduos de 10 diferentes países europeus exatamente com o objetivo de investigar as discrepâncias na incidência do câncer de pulmão, como por exemplo entre diferentes camadas sociais – muitas delas já sugeridas por pesquisas anteriores.



“Nós coletamos informações sobre tabagismo (histórico e quantidade), consumo de frutas e vegetais e nível educacional através de questionários no início do estudo e colhemos dados sobre a incidência de câncer de pulmão [entre os participantes] por uma média de 8,4 anos”, explicam Gwenn Menvielle, ligada ao instituto nacional de saúde pública e meio-ambiente da Holanda, e colegas no artigo científico publicado.



Os resultados mostraram que, ao longo da pesquisa, 939 homens e 692 mulheres foram diagnosticados com câncer de pulmão. No que diz respeito ao nível educacional, os homens com menos escolaridade apresentaram um risco 3,62 vezes maior para a doença. Entre as mulheres, aquelas com menos anos de estudo tiveram 2,39 mais chances de ter o quadro. Os pesquisadores identificaram também que tal risco associado à educação foi maior nos países europeus nórdicos e entre os homens alemães. Segundo eles, em todas as análises, o consumo de frutas e vegetais não pareceu ter qualquer efeito nos resultados.



Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico

SIGA-NOS NO Google News