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Prof. Alexandre Prado: O Valor Percebido e o Valor Real

Alexandre Prado* - 15 de abril de 2009 - 11:04

Nas abordagens mercadológicas feitas ao redor do mundo por empresas quando da fixação do preço de seus produtos, são levados em consideração vários fatores de consumo, objetivos e subjetivos, para que o preço esteja de fato adequado à demanda. Dois fatores primordiais, estudados à exaustão pelas empresas, são o valor percebido, que leva em consideração o quanto os consumidores enxergam de benefícios, tangíveis e intangíveis, no produto e o valor real, o famoso vale quanto custa.
Transpondo a barreira do mercado, também em outras atividades, quaisquer que sejam, os fatores de valor percebido e valor real são de extrema importância para a vida das pessoas, assim como as atividades que elas exercem. Assim, quando uma pessoa, representando uma entidade ou ele próprio, toma uma atitude certa ou errada, o valor que percebemos aumenta ou diminuiu na medida da avaliação dos atos. Embora todos nós gozemos do livre arbítrio, é de conhecimento geral que vivemos sob regras, regulamentadas por lei, que nos dão a maneira de como conviver em sociedade.
Dentro deste raciocínio, podemos analisar e encaixar nos conceitos do marketing empresarial alguns acontecimentos dos últimos dias. Na política, tão carente de bons representantes, mais do que em qualquer entidade os conceitos de valor percebido e valor real estão muito presentes. Se não vejamos.
Nesta semana este site recebeu um e-mail do leitor Augusto Cabral, cassilandense que não reside na cidade, mas que acompanha o noticiário local. Seu texto é muito claro, com críticas à forma como a política está sendo conduzida em Cassilândia. Elegendo os principais problemas políticos da cidade, o leitor enumera as razões que o levaram a tomar a atitude de escrever e mostrar toda a sua indignação. Ainda esta semana, na Câmara Federal, descobriu-se que o deputado Fábio Faria (PMN-RN) usou dinheiro público para pagar despesas de viagens de sua ex-namorada, ex-sogra, amigos e artistas da globo de Brasília para o Rio Grande do Norte para participarem de um carnaval fora de época.
Lendo as notícias temos muitos outros exemplos, como a Câmara Municipal de Campo Grande, que em cem dias de mandato aprovou apenas sete projetos, alguns sem nenhuma importância como títulos de cidadãos campo-grandenses. Vale lembrar que, diferentemente daqui, os vereadores de Campo Grande se reúnem três vezes na semana.
Depois de todo o exposto fica fácil perceber, através destes poucos exemplos, porque o valor percebido de nossos políticos é tão baixo. Como diz um aluno meu, se o percebido é quase zero, o real é negativo.
E isso acontece porque nossos representantes não fazem questão de mudar, de se repensar e de repensar a política. Falta-lhes visão global dos problemas da população como um todo. O programa CQC, da Bandeirantes, no quadro Controle de Qualidade já mostrou muito bem o baixíssimo nível dos nossos políticos. Para o leitor Augusto Cabral, para mim e para muitos que lêem as barbaridades da política no dia-a-dia, o valor percebido e o valor real da cena política e de nosso políticos estão abaixo do que consideramos “ideal para consumo”.
Sendo assim, nas próximas eleições, porque não trocá-los?


*professor universitário



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