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"Não houve tempo sequer para saltar da embarcação", diz sobrevivente de naufrágio; veja o boletim da delegacia

É a segunda tragédia oorrida no Rio Paraguai em 2021. Saiba como foi a outra.

Leonardo Cabral e Rosana Nunes, Diário Corumbaense - 17 de outubro de 2021 - 06:03

Arquivo Pessoal/Thamiris Furquim

"Não houve tempo sequer para saltar da embarcação", diz sobrevivente de naufrágio; veja o boletim da delegacia

O grupo de 12 pessoas que vieram pescar em Corumbá

Quatro das seis vítimas fatais que foram encontradas após naufrágio do barco de esporte e recreio Carcará, são do grupo de Rio Verde de Goiás, que veio pescar no Pantanal de Corumbá. São os irmãos Geraldo Alves de Souza, de 78 anos, e Olímpio Alves de Souza, de 71; Fernando Gomes de Oliveira, de 49 anos e o filho dele, Thiago Souza Gomes, de 18 anos.

As outras duas pessoas que morreram no naufrágio são de Corumbá. Vitor Celestino Francelino, de 64 anos, comandante da embarcação e Mauro Rodrigues Canavarro, de 49 anos, auxiliar de convés.

O Corpo de Bombeiros Militar e a Marinha, por meio da Capitania Fluvial do Pantanal, continuam as buscas por Fernando Rodrigues Leão, de 44 anos, que também veio pescar com o grupo. Há a suspeita de que o corpo dele esteja em um dos camarotes, que ficou com o acesso obstruído no tombamento.

Temporal repentino

O boletim de ocorrência 3900/2021, registrado na Delegacia de Polícia Civil de Corumbá, o qual o Diário Corumbaense teve acesso, traz o relato de um dos sobreviventes do naufrágio.

Ele afirmou que o grupo fazia churrasco quando veio o temporal e a embarcação virou no rio Paraguai, a uma distância de cerca de cinco quilômetros do Porto Geral.

Na embarcação, estavam 21 pessoas, nove delas, eram tripulantes e as outras doze, do grupo que veio pescar. "A maioria parentes e alguns amigos oriundos da cidade de Rio Verde de Goiás - GO, também de Sumaré - SP e São José do Rio Preto - SP, estavam desde o último sábado (09) na cidade, onde buscaram a embarcação no Porto Limoeiro e, dali, saíram para o passeio e pescaria em direção ao Paraguai Mirim. Ainda estiveram na região do Castelo e depois no Bonfim, onde permaneceram quase todo o período", diz o relato. Ele também reforçou que a embarcação tinha toda a infraestrutura para a estadia de todos.

Diário Corumbaense

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Bombeiros e militares da Marinha ainda buscam por um desaparecido

O sobrevivente ainda contou que na tarde de sexta-feira (15), eles voltavam para Corumbá. O tempo estava favorável para navegação e eles faziam churrasco na parte de cima do barco, quando foram surpreendidos pelo temporal, "com vento muito forte e rápido, levantando a embarcação da popa para bombordo, não havendo sequer tempo para que qualquer um deles pudesse saltar da embarcação".

O barco naufragou, ficando de ponta cabeça, onde a profundidade, devido à seca do rio, é de aproximadamente 4 metros. Os sobreviventes conseguiram flutuar e se abrigaram no casco da embarcação até o socorro chegar.

Segunda tragédia no rio este ano

Essa é a segunda tragédia ocorrida no rio Paraguai em 2021. A primeira foi no dia 10 de agosto, quando duas embarcações colidiram. Adriely de Paulo Costa, de 23 anos, grávida de cinco meses e o filho dela, Nikolas Costa, de três anos, morreram e os corpos resgatados.

Outra vítima, Laís Ferreira dos Santos, também de três anos, não foi encontrada.

Matéria de autoria do  Diário Corumbaense

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