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Índice que reajusta aluguel sobe 0,26% em fevereiro

Marli Moreira , ABr - 26 de fevereiro de 2009 - 12:54

São Paulo - Depois de registrar deflação de 0,44% em janeiro, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) teve alta de 0,26% em fevereiro, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Essa elevação foi provocada, principalmente, pelo avanço verificado em dois componentes do IGP-M: o Índice de Preços por Atacado (IPA) que teve alta de 0,20%, ante -0,95%, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que chegou a 0,35%, ante 0,26%.

No caso do IPA, entre os subgrupos pesquisados, foi constatada aceleração em veículos e acessórios (de -6,45% para 0,17%). Em materiais e componentes para manufatura, a taxa se manteve em queda (-0,44%), mas o resultado indica um processo de recuperação, uma vez que na pesquisa anterior a redução havia sido mais acentuada (-2,00%).

Em relação a matérias-primas brutas, os itens bovinos mantiveram-se, na média, com variação negativa (-0,78%), ante o índice de -4,56% da pesquisa anterior. O preço do café em grão disparou, atingindo alta de 7,12%, ante deflação de 1,03%). A soja em grão também registrou alta, subindo de 5,16% para 5,84%. Já o arroz em casca caiu de -0,30% para -4,15%; a mandioca, de -3,41% para -9,29%; o milho em grão, de 9,71% para 5,47%.

Quanto ao segmento da construção civil, a pesquisa apurou elevação de preços dos materiais, de 0,20% para 0,31% e da mão-de-obra, de 0,17% para 0,29%.

O único componente do IGP-M em desaceleração foi o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que passou de uma alta de 0,75% para 0,40%. Seis dos sete grupos que formam o IPC apresentaram variações menores, com destaque para alimentação (de 0,96% para 0,25%). Essa desaceleração está associada principalmente à queda nos preços das frutas (de 3,82% para -1,48%); redução no ritmo de remarcações das hortaliças e legumes (de 5,35% para 2,21%) e recuos mais expressivos referentes a carnes bovinas (de -0,23% para -1,37%).

Os demais grupos que reduziram a velocidade de aumentos são: educação, leitura e recreação (de 2,30% para 1,59%), transportes (de 0,85% para 0,52%), habitação (de 0,30% para 0,24%) e despesas diversas (de 0,36% para 0,35%). Já o grupo saúde e cuidados pessoais indicou aceleração, passando de uma alta de 0,49% para 0,63%, o que é atribuído à elevação de preço dos remédios (-0,14% para 0,34%).

O IGP-M é usado como base no cálculo de reajustes de aluguéis, entre outros.

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