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Estrutura do Governo de MS já começa a refletir cortes

Maristela Brunetto, Inara Silva e Fernanda Mathias/Campo Grande News - 01 de junho de 2006 - 09:29

Uma das principais áreas de lazer de Campo Grande, o Parque das Nações Indígenas fecha os portões e apaga a maioria de suas luminárias tão logo escurece. A TVE Regional, que se notabilizou pelo aumento da produção de programas locais, também reduziu o ritmo. Não há mais gravações e nem exibições de programas ao vivo à noite. São exemplos dos cortes que o Executivo tem feito em sua estrutura para atingir a meta de reduzir o custeio em R$ 20 milhões.

Cada órgão adota medidas de contenção como pode.No Hospital Regional, os lanches foram cortados para servidores que ficam o dia todo. Gastos com telefone, ar-condicionado também entraram na mira da economia. Iluminação em corredores da parte administrativa foi racionalizada. A qualidade do atendimento não está prejudicada, garante o diretor do hospital, José Roberto Paquera.

Em prédios do Parque dos Poderes, as luminárias acesas em corredores são alternadas para economizar. Ainda no embalo da crise, na semana passada, não houve reunião do Conselho Estadual de Saúde em Nova Andradina porque não havia dinheiro para as despesas com viagem e diárias, segundo um dos integrantes.

O enxugamento incluiu até a Secretaria de Coordenação-Geral do Governo, que antes tinha horário de funcionamento flexível. Decreto publicado hoje determina que ela funcione somente das 7h30 às 13h30. A determinação atinge a Agepan (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos) e a Agiosul (Agência Estadual de Imprensa Oficial de Mato Grosso do Sul), que publica o Diário Oficial deverá também ajustar o horário de trabalho.

Na Fundação dos Serviços de Saúde, à qual o HR está ligado, foram cortados cerca de dez cargos em comissão. A redução da despesa com comissionados foi uma determinação do Governo para começar a valer a partir desta quinta-feira, dia primeiro.

Até ontem, somente a Secretaria de Meio Ambiente e o Instituto de Meio Ambiente Pantanal tinham publicado suas demissões. Só no Imap, um órgão técnico, havia 76 comissionados e outros 39 concursados com gratificações. Na Sema eram 56 comissionados.

O Governo informa que em todas as secretarias somam 1,8 mil os comissionados. Só com a demissão de parte deles e redução de salários, espera-se economia de R$ 1,4 milhão/ mês. As medidas anunciadas pelo Executivo recentemente apontavam para suspensão da locação de veículos, corte nas despesas com combustível, telefonia, diárias, participação de servidores em eventos com ônus ao governo, entre outras medidas.

O secretário de Gestão Pública, Ronaldo Franco, argumenta que o Governo teve que cortar gastos porque a receita projetada não se confirmou. Os números demonstram que houve aumento de 11% no valor recolhido em ICMS. A expectativa era de incremento de até 24% no ano, diz Franco.

Salários – Depois de atrasar a conclusão da folha de pagamento em maio, o governo estima pagar em dia o vencimento neste mês. Franco afirma que a quitação em 9 de junho só ocorrerá se a União confirmar repasse de R$ 30 milhões prometidos, referentes a créditos do Governo com a Caixa Econômica.

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