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Geral

Dinheiro liberado pela União vai quitar empréstimo

João Prestes - 23 de julho de 2003 - 15:28

Campo Grande (MS) – O secretário de Estado da Coordenação-Geral de Governo, Paulo Duarte, confirmou em entrevista coletiva nesta manhã a liberação, hoje, por parte da União, de R$ 45 milhões relativos à primeira parcela da estadualização de 680 quilômetros de rodovias federais. O dinheiro já está depositado no Banco do Brasil, em Brasília, e será transferido para a conta do governo de Mato Grosso do Sul até o fim da tarde. Com esses recursos o governo quitará empréstimo bancário e o restante será depositado em um fundo destinado ao pagamento do 13º salário do funcionalismo, explicou o secretário.
O governo do Estado contraiu financiamento de R$ 108 milhões em dezembro do ano passado junto ao Banco do Brasil e ao Banco Real, para quitar as folhas de novembro, dezembro e o 13º do funcionalismo. O empréstimo deveria ser pago em 11 parcelas, sendo que sete já foram quitadas. "O saldo da dívida está em R$ 46 milhões, sendo R$ 36,8 milhões para o Banco do Brasil e R$ 9,2 milhões ao Banco Real", detalhou.
Antecipando o pagamento das quatro parcelas restantes, o saldo cai para R$ 42,428 milhões, com o Estado tendo um abatimento superior a R$ 5 milhões. Desta forma é possível quitar totalmente o empréstimo com essa primeira parcela dos recursos da estadualização das rodovias e ainda restarão cerca de R$ 2,6 milhões.
O secretário Paulo Duarte disse que, por determinação do governador Zeca do PT, os R$ 2,6 milhões restantes serão depositados em uma conta corrente vinculada para a provisão do 13o. do funcionalismo. A folha de pagamento dos servidores do Executivo gira em torno de R$ 40 milhões. Incluindo os demais poderes, ultrapassa R$ 60 milhões, afirmou o secretário de Estado de Receita e Controle, José Ricardo Cabral, também presente à coletiva.
Paulo Duarte destacou a importância da injeção desses recursos para equilibrar as finanças do Estado, lembrando que ao quitar antecipadamente o empréstimo, além de obter desconto o governo passará a contar com mais R$ 11 milhões mensalmente, dinheiro que vinha sendo repassado aos bancos para abatimento das parcelas do financiamento. "Esses recursos afastam qualquer possibilidade de atraso nos salários do funcionalismo e possibilitam o provisionamento de receita para quitar o 13º sem a necessidade de recorrer a novo empréstimo", afiançou.

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