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Com vacinação em massa, cidade de MS tem menor incidência e zero casos de Covid há 4 dias

Das cinco cidades com menores incidências para o vírus atualmente, três tiveram vacinação em massa

Mariane Chianezi, Midiamax - 22 de julho de 2021 - 09:52

Com vacinação em massa, cidade de MS tem menor incidência e zero casos de Covid há 4 dias
Foto: Midiamax

Pouco mais de 20 dias depois da vacinação em massa nas cidades na região de fronteira em Mato Grosso do Sul, os resultados positivos diante da pandemia da Covid começam a aparecer. Das cinco cidades com menor incidência para o vírus atualmente, três receberam vacinação em massa.

Japorã, localizada a 434 km de Campo Grande, é a cidade com a menor taxa de incidência para o coronavírus, conforme boletim epidemiológico da SES (Secretaria Estadual de Saúde) desta quarta-feira (21). O cálculo mostra os casos para cada 100 mil habitantes do estado. A cidade conta com 2,2 casos para o quantitativo.

O município do extremo sul do estado e com fronteira para o Paraguai vacinou 97,7% da população e não registra nenhum caso de Covid-19 desde segunda-feira (19). O secretário de saúde da cidade, Fábio Carlos, disse à reportagem que o bom resultado é por conta da efetividade da vacinação e pela população do município ser em sua maioria rural.

A segunda menor incidência da doença atualmente é Paranhos (3,7), que também promoveu a vacinação em maiores de 18 anos e atualmente conta com 98,8% dos moradores vacinados. Em seguida, aparecem Jaraguari (3,7) e Corguinho (4,1), que tem 75% de imunizados da meta de vacinação.

A quinta cidade com menor incidência e que não registra caso confirmado de Covid-19 há dois dias é Bela Vista (4,2), cidade alvo da pesquisa de vacinação em massa pela Janssen e que tem atualmente 92,2% dos moradores acima dos 18 anos vacinados, segundo os informativos do painel Mais Saúde da SES.

Vacinação em massa unida ao ‘básico’

Com mais de 95% de imunizados nas cidades de Japorã, Paranhos e Bela Vista, os índices superam o percentual apontado pela SES como o ideal de imunidade coletiva. A secretária adjunta Cristhinne Maymone diz que a Saúde monitora os municípios alvos da pesquisa de vacinação em massa e que as medidas básicas para evitar o contágio tem grande impacto nos resultados.

“Observamos realmente que esses municípios [que vacinaram em massa] tiveram melhora até na bandeira do Prosseguir. Daqui para frente teremos essa redução no número de casos, mas é importante ressaltar que a vacina tem um efeito protetivo e de proteção, ela não evita que a pessoa contraia o vírus. É importante continuar com o uso de máscaras, manter o distanciamento e lavar as mãos com frequência”, disse a secretária ao Midiamax.

Maymone pontua que o governo segue se empenhando na campanha de imunização e pede a colaboração dos moradores que tomaram a primeira dose, que retornem para se vacinar com a dose reforço e seguirem se resguardando.

“Não temos tratamento para a doença e enquanto não tiver uma imunidade coletiva, falamos de 90% [de vacinados], não podemos ficar tranquilos. Embora sejamos o estado que mais vacina, é importante que tomem a segunda dose, mas o mais importante de tudo, é que não se expor. A melhor vacina é não ter o vírus”, orientou.

Quatro cidades na fronteira melhoraram classificação de risco

De 13 cidades contempladas no estudo de vacinação em massa pela Janssen, quatro saíram da bandeira vermelha. Já Campo Grande, mesmo com 40% da população adulta vacinada, continua com grau de risco alto. Municípios do Estado já contestaram o Prosseguir por suposto uso político.

O novo mapa de risco do Prosseguir foi divulgado na manhã desta quarta-feira (21), durante a live da SES.

As cidades que evoluíram na classificação de risco do Prosseguir são: Coronel Sapucaia, Ponta Porã, Porto Murtinho e Japorã. O infectologista e pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Julio Croda, chefia o estudo da vacinação em massa na fronteira de Mato Grosso do Sul. Ele ressalta que ainda é muito cedo para analisar os dados do coronavírus e os possíveis impactos da imunização. Para o infectologista, os primeiros impactos da vacinação em massa só serão percebidos nas próximas semanas.

Uso político do Prosseguir

Na semana passada, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) publicou decreto que passa a presidência do Prosseguir ao secretário de Infraestrutura e pré-candidato ao governo em 2022, Eduardo Riedel. A decisão reacendeu a especulação feita por lideranças dos municípios sobre o suposto uso político da ferramenta.

Em 10 de junho, o Prosseguir colocou 43 municípios em bandeira cinza (grau extremo) devido à pandemia da Covid-19 - Campo Grande era um dos municípios inseridos na faixa mais grave de riscos de contaminação. Porém, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) contestou a publicação do Prosseguir e, após 4 dias, novo decreto municipal determinou que a Capital retornasse à faixa da bandeira vermelha. Sidrolândia, Três Lagoas e Ponta Porã seguiram os passos da Capital e também relaxaram as medidas. Os gestores contestaram as medidas do Prosseguir e cogitaram, ainda, uso político do programa.

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