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Câncer urológico atinge mais os homens, diz médico

30 de maio de 2006 - 14:26

De todos os tumores malignos que atingem o homem, com exceção dos de pele, 23% são urológicos. Em relação à mulher, esse índice cai para 2,1%. A informação foi dada nesta manhã pelo professor Eric Wroclawski, da Faculdade de Medicina do ABC, durante o 2º Fórum sobre Políticas Públicas em Saúde e Doenças do Homem. Entre os cânceres urológicos estão o câncer de rim, de bexiga, de próstata, de uretra e de pênis.
O professor ressaltou que mesmo os cânceres urológicos, que existem em ambos os sexos, são duas ou três vezes mais freqüentes no homem do que na mulher. O câncer de rim, cuja incidência é desconhecida no Brasil, é o câncer urológico mais letal. Já o câncer de próstata, considerado em algumas estimativas como o mais freqüente entre os homens, é a segunda causa de morte por câncer no estado de São Paulo. Wroclawski disse que o câncer de próstata passa a impressão de que não é fatal porque leva em média 13 anos para matar o paciente. "Existe uma latência que dá a impressão de que foi curado", disse. Ele observou que no Brasil 29% dos casos são diagnosticados em fases de metástase - quando a doença já atingiu outros órgãos.
O professor criticou o fato de que no Sistema Único de Saúde (SUS) quem prescreve medicamentos para o tratamento do câncer de próstata é o oncologista. "Quem cuida do paciente com câncer uológico é o urologista", defendeu.

Próstata x mama
O representante do Ministério da Saúde Antônio Augusto Ornellas advertiu que, pelos recentes índices verificados, a incidência do câncer de próstata pode chegar perto à do câncer de mama. Ele ressaltou que o câncer de próstata é mais difícil de ser examinado do que o câncer de mama e que, somente agora, estão sendo vencidas as resistências à realização do exame de toque retal.
O professor Nelson Rodrigues Netto Júnior, que também participou do debate, destacou que o crescimento microscópico da próstata acontece em todos os homens a partir dos 35 anos de idade. No entanto, essa alteração só é clinicamente detectável em 50% dos indivíduos, dos quais 25% poderão precisar de cirurgia. Segundo ele, 63% dos clínicos gerais atendem mais dez doentes por mês com hiperplasia benigna da próstata (crescimento benigno da próstata).
Júnior defendeu a importância do toque retal na avaliação médica como complemento do teste de PSA.

Sexualidade e hormônios
Prosseguindo os debates sobre saúde masculina, o médico Geraldo Faria abordou a sexualidade. Segundo ele, os problemas sexuais que afetam de maneira mais freqüente os homens são a disfunção erétil, a ejaculação precoce e a andropausa (menopausa masculina). Faria informou que, no Brasil, 49% da população entre 40 e 70 anos têm algum tipo de disfunção erétil. Entre os fatores de risco estão o alcoolismo, a obesidade, a hipertensão, o sedentarismo e a depressão. O desemprego, por exemplo, amplia em duas vezes a probabilidade de disfunção erétil. Geraldo Faria também falou sobre reposição hormonal masculina. Em relação à deficiência da testosterona (hormônio masculino), que ocorre na andropausa, o médico citou como conseqüências possíveis a diminuição da força e da resistência física e a redução da densidade óssea que pode levar à osteosporose. O problema pode ser tratado com reposição hormonal.

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