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09/10/2004 07:55

Transplante de medula com sangue de cordão umbelical

Christiane Peres/ABr

O primeiro transplante de medula óssea com sangue de cordão umbilical no Brasil foi realizado hoje em São Paulo. De acordo com o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Jorge Sola, o paciente estava na fila há um ano, esperando um doador compatível.

“O primeiro transplante foi realizado em uma criança de 9 anos. Ela é portadora de leucemia linfóide aguda e, graças ao banco de cordão umbilical, foi possível ter uma amostra compatível.” O cordão foi descoberto há duas semanas no Banco de Cordão Umbilical do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Segundo Sola, o Ministério da Saúde vai investir R$ 9 milhões por ano na criação da Rede Pública de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário, a Brasilcord. O secretário disse que, ao armazenar 20 mil amostras, o número de casos atendidos será ampliado. “Nossa meta é coletar quatro mil cordões umbilicais por ano. Com isso, em 5 anos, teremos na rede de bancos as 20 mil amostras de que precisamos para otimizar o potencial de atendimento.”

Cada amostra serve para uma pessoa de 50 quilos. Sola explicou que, para atender a pessoas de maior peso, é necessário fazer a combinação de cordões geneticamente compatíveis. “Ligando duas ou três amostras compatíveis, você vai poder fazer o transplante em pacientes com peso mais elevado. Quando chegarmos às 20 mil amostras de cordão umbilical, estaremos próximos de assegurar a diversidade genética da população brasileira”.

Atualmente, três mil transplantes de medula óssea são realizados no Brasil. Desses, 1.100 são feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o secretário, o transplante de medula óssea com sangue de cordão umbilical, além de aumentar a probabilidade de se encontrar doadores, traz benefícios aos pacientes. “Reduzimos os riscos de efeitos colaterais e a compatibilidade é maior. Além disso, uma amostra de cordão umbilical pode ser utilizada até 20 anos após o armazenamento”.

Jorge Sola ressaltou que, com o passar do tempo e aumento da captação nos bancos, os custos dos transplantes serão reduzidos. Hoje, o custo maior num transplante é a compra do cordão. “Para adquirir uma amostra no exterior, o Brasil gasta, em média, US$ 23 milhões por cordão. Com a implantação dos bancos, os custos vão cair para U$$ 2 mil, reduzindo em menos de 10% o valor”.

Ele informou que Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e São Paulo farão parte dessa rede de bancos de cordões umbilicais nos próximos anos.

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