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04/08/2005 16:18

Senador pede investigação sobre origem do 'mensalão'

Agência Câmara
Otávio PraxedesOtávio Praxedes

O senador José Jorge (PFL-PE) sugeriu há pouco que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Compra de Votos investigue a origem da receita do suposto esquema de "mensalão". José Jorge, que acompanha o depoimento do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) na comissão, acredita ser importante saber de onde veio "a dinheirama", e não somente a lista dos parlamentares que receberam os repasses.
Jefferson é da mesma opinião que o senador: ele acredita que empresas privadas depositaram dinheiro nas contas do empresário Marcos Valério de Souza, acusado de operar o esquema. Na avaliação de Jefferson, essas empresas utilizam o lobby de Valério, que atua em qualquer tipo de negócio, conforme disse.

Sem testemunhas
Sobre as conversas relativas a acordos partidários que teve com o deputado José Dirceu (PT-SP), Roberto Jefferson assegurou que não havia testemunhas. O ex-presidente do partido José Genoino e o tesoureiro licenciado, Delúbio Soares, no entanto, teriam participado de alguns encontros.
O deputado Luiz Couto (PT-PB) perguntou se Roberto Jefferson havia recebido, em outras ocasiões, dinheiro não-contabilizado para campanhas, a exemplo dos R$ 4 milhões repassados pelo PT no ano passado. Jefferson respondeu que recebeu esse tipo de verba durante todos os anos em que atua como deputado. Ou seja, desde 1982.

Divisão
O dinheiro repassado pelo PT a Roberto Jefferson teria sido dividido com candidatos do PTB e das coligações, informou o depoente. Ele não quis dizer, no entanto, quem recebeu dinheiro na campanha de 2004.
O deputado fluminense reforçou que seu desentendimento com José Dirceu começou quando o petebista denunciou o esquema do "mensalão". "Aí, o Zé Dirceu botou fogo na história do Marinho contra mim", disse Jefferson, referindo-se às denúncias de corrupção nos Correios. Uma gravação divulgada pela imprensa mostra o ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios Maurício Marinho recebendo propina.

Reeleição
O parlamentar disse ainda que ouviu comentários sobre a compra de deputados na votação da emenda da reeleição, em 1997. Porém, ressaltou, uma investigação conduzida pela própria Câmara não teria conseguido provas da denúncia.

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