Cassilândia, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

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07/01/2014 10:13

Sem manutenção, ar-condicionado pode causar infecções e até matar

Campo Grande News

No calor forte, o ar-condicionado é quase sempre a única saída para refrescar o tempo quente. Mas a situação preocupa quando o assunto é a limpeza desses aparelhos. Escondendo verdadeiras fontes de contaminação, os equipamentos podem desencadear diversas doenças respiratórias, se não forem limpos corretamente e com frequência.

De acordo com infectologistas, o acúmulo de sujeira no aparelho pode desencadear infecção pulmonar e problemas alérgicos, como rinite, asma e sinusite.

Segundo o cardiologista e clínico-geral Evandro Ferrari, a falta de manutenção dos aparelhos, dissemina no ambiente partículas que podem desencadear transtornos respiratórios. “O ambiente do ar-condicionado é propício para o aparecimento de fungos, ácaros e alérgenos, como pó e poeira”, explica.

Estão ainda mais vulneráveis a desenvolver infecções respiratórias os idosos, bebês, pessoas imuno comprometidas, os alérgicos, os asmáticos, os que têm bronquite e efizema, além dos portadores de imuno deficiência adquirida, como HIV, e até mesmo pessoas com câncer, explicou o médico.

“Nesses ambientes , além de gripes e resfriados, as pessoas podem desenvolver crises de asma, bronquite e até mesmo infecções respiratórias, como pneumonia”.

Ferrari lembra ainda que nestes aparelhos sujos podem ocorrer a cultura de microorganismos, as bactérias, onde a situação pode ser ainda mais crítica.

Pessoas que diariamente estão em locais onde não há manutenção dos sistemas de ar ou ventilação podem desenvolver doenças respiratórias, segundo a médica infectologista e coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Universitário de Campo Grande, Andyane Tetila.

“Muitas das doenças são alergias denominadas de "síndrome do edifício doente", designado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) na década de 80”, explica ela se referindo a locais há grande concentração de pessoas com problemas respiratórios.

Depois da morte do ministro das Comunicações, Sergio Motta, em 1998, que contraiu uma bactéria alojada no ar-condicionado, a Legionella, o Ministério da Saúde baixou portaria exigindo a higienização mensal dos aparelhos de ar-condicionado. A bactéria oportunista ataca, principalmente, pessoas com sistema imunológico debilitado.

Empresas especializadas oferecem a limpeza desses aparelhos. A Dr. do Ar-Condicionado, franquia aberta recentemente em Mato Grosso do Sul, é a única no Estado a fazer a limpeza sem retirar os aparelhos. “A limpeza é feita dentro de uma hora e não é preciso retirar o aparelho da parede”, disse o administrador da empresa Neilton Ortega.

Para limpeza são usados produtos biodegradáveis elaborados para este fim, segundo Ortega. Após a limpeza é aplicado um sanitizante, um tipo de desinfetante que reduz o numero de bacterianos em níveis relativamente seguros.

“Com esse produto, se cria uma película protetora que garante que o aparelho fique até 90 dias livre de fungos, bactérias e ácaros”, explicou Ortega.

Porém, segundo ele, além da limpeza dos aparelhos, é preciso fazer a limpeza semanal dos filtros com água e sabão.

“O nosso diferencial é que a higienização do aparelho leva no máximo uma hora e é feita sem retirar o aparelho. Toda sujeira, detritos, fungos e bactérias são retirados”.

Segundo a portaria, a periodicidade da manutenção dos aparelhos depende de inúmeros fatores, como a qualidade do ar externo, capacidade da instalação, tipo de equipamento, ambiente climatizado, tempo de utilização dos equipamentos, dentre outros. "Pelo menos a cada 90 dias o aparelho deve ser limpo", disse Ortega.

Se a contagem de microrganismos estiver acima de 750 unidades formadoras de colônia (UFC) por metro cúbico de ar, padrão estipulado pela OMS, o ambiente é considerado impróprio para a saúde.

Hospitais, clínicas e shoppings- Em Campo Grande, nos hospitais e clínicas a condição é crítica. Conforme os donos de empresas especializadas na limpeza, são poucos os locais que fazem a manutenção dos aparelhos e dutos. Em teatros, shoppings, edifícios e locais de grande concentração de pessoas, onde há ar-condicionado ou ventilação instalada, o perigo existe.

Até meados de 2012, de acordo com o sul-mato-grossense Roberto Bogado, 48 anos, dono da empresa Inova Ar-Condicionado, em Londrina, no Paraná, nenhum hospital em Campo Grande realizava a limpeza nos dutos dos ares-condicionados.

Conforme Roberto, nos centros-cirúrgicos é obrigatório o uso de um filtro chamado G3, antibacteriano. “Mas nenhum hospital tem”, disse ele em entrevista concedida em 2012 ao Campo Grande News.

Fiscalização - Não existe em Campo Grande um programa que normatize a vistoria em hospitais, clínicas ou ainda em outros locais. De acordo com o fiscal de Vigilância Sanitária do Estado, Kariston Abel, a orientação é para que as empresas façam, por conta própria, periodicamente a limpeza dos dutos.

“Existe uma normatização, mas não acontece a inspeção. Existe uma portaria detalhada para locais como centro-cirúrgicos, mas a realidade é a mesma e não são fiscalizados”, afirma Abel.

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