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03/02/2020 11:14

Polícia Civil faz operação na Máxima contra plano para assassinato de juiz

Campo Grande News

 

Manuscritos encontrados na CPPP (Casa de Prisão Provisória de Palmas) ameaçando juízes de Palmas, no Tocantins, levaram a Operação Praetorium Minati, deflagrada na manhã desta segunda-feira (3) pela Deic (1ª Divisão Especializada na Repressão ao Crime Organizado) a cumprir mandados no Presídio de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande.

A ação tem como alvo membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Uma das cartas chega a mencionar que um adolescente seria recrutado para assassinar um juiz do Tocantins. No total, são cumpridos 58 mandados, sendo 29 de prisão de prisão e 29 de busca e apreensão no Tocantins, nas cidades de Palmas, Paraíso, Guaraí, Tocantinópolis, Colinas, Oliveira de Fátima, Arraias e Nova Rosalândia, além do presídio em Campo Grande. Conforme a Polícia Civil, até as 7h45 foram cumpridas 25 prisões.

O delegado responsável pela operação, Eduardo Menezes, explicou que uma das cartas encontrada no dia 18 de janeiro de 2018 foi escrita dois dias antes de ter sido encontrada no pavilhão B da unidade. “O conteúdo do texto ora profere citações bíblicas com teor distorcido, ora ressalta que o autor precisa sair da unidade prisional a fim de que faça uma união entre as facções”.

Porém, o que chamou a atenção, segundo o delegado, foi uma ameaça clara a um juiz. “Em um dos trechos do bilhete, o autor escreve que, caso seja mantido preso, o magistrado queimaria no fogo do inferno. Isto está visível no texto como também ficou claro durante o andamento das investigações”, disse.

Também foi apreendido outro escrito que faz menção a morte de um juiz como uma forma de trazer “respeito” a facção. “O criminoso responsável pela confecção do bilhete deixa claro aos seus destinatários que um adolescente de outro estado seria recrutado para execução do serviço".

Segundo as investigações, os membros apontam cerca de 500 pessoas em atuação na organização criminosa no Tocantins. O grupo é tão organizado, conforme a polícia, que chega a fazer teleconferências entre os integrantes. Derivado do Latim, Praetorium Minati faz alusão à ameaça ao Poder Judiciário. Em Campo Grande, os mandados são cumpridos por policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e da PRF (Polícia Rodoviária Federal). (Com informações do Jornal do Tocantins)

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