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04/10/2007 20:48

PMDB afasta senadores dissidentes da CCJ

Marcos Chagas /ABr

Brasília - O PMDB afastou hoje (4) os senadores Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE) das vagas que lhe cabem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que, junto com a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), são as mais poderosas da Casa. Tanto Jarbas Vasconcelos quanto Simon são dissidentes do partido e opositores do governo federal. Para as vagas, o líder do partido, Valdir Raupp (RO), indicou os senadores Almeida Lima (SE) e Paulo Duque (RJ), ambos alinhados com o governo e com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Valdir Raupp afirmou, por telefone, que a decisão foi tomada pela bancada e tem como objetivo garantir maioria eleitoral para o governo em postos chaves do Senado, onde a base aliada não tem maioria folgada. "Não é nada pessoal, mas uma orientação da bancada. A bancada faz parte de uma coalizão e é orientada a votar com o governo", afirmou o líder do PMDB.

Jarbas Vasconcelos tomou conhecimento da decisão de seu líder pela televisão, quando assistia aos pronunciamentos feitos em plenário pelos senadores e transmitida ao vivo pela TV Senado. O parlamentar responsabilizou o presidente do Senado pela decisão de afastá-lo da CCJ. Vasconcelos disse, ainda, que ele pretende conversar com Pedro Simon analisarem a reação a atitude do partido.

"Isso revela o descaramento, o baixo nível que existe no Senado. Um senador [Renan Calheiros] tentando se sustentar numa cadeira a todo custo, se lixando e não se importando com as tradições e a história do Senado da República", afirmou o peemedebista pernambucano.

Já Pedro Simon, considera que, além de uma manobra da "tropa de choque" de Renan, a decisão tem a ver com uma estratégia do governo para garantir a aprovação da proposta de emenda constitucional que prorroga a CPMF até 2011. "Eles (governo) acham que eu e o Jarbas votaríamos contra e eu não tinha decidido nada ainda", afirmou Simon.

O senador gaúcho acrescentou que ficou surpreso pela atitude num dia em que o Senado fez uma sessão plenária em homenagem aos 15 anos de morte do deputado Ulysses Guimarães (PMDB-SP), considerado a maior liderança do partido. "Essa gente já perdeu o conceito das coisas. Estavam no governo do Sarney, foram para o governo do Collor, depois do Fernando Henrique e agora estão no [governo] Lula. Para eles vale tudo".

A decisão do líder peemedebista causou reações também fora do PMDB. Em nota, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Marco Maciel (DEM-PE), afirmou que a atitude lhe "surpreendeu" uma vez que foram afastados senadores "ilustres e operosos" do PMDB na comissão. "Minha estranheza é tanto maior quando se sabe que não está em harmonia com a tradição da Casa caracterizada pelo respeito as opiniões dos parlamentares", acrescentou.

O senador Cristóvam Buarque (PDT-DF) foi mais radical. Ao tomar conhecimento da decisão, ainda em plenário, foi a tribuna e defendeu uma renúncia coletiva dos senadores que ocupam cargos nas comissões em protesto a decisão peemedebista. Ele pretende conversar com senadores de outros partidos, na próxima semana, para discutir uma reação coletiva. Por telefone, foi incentivado pelo líder de seu partido, Jefferson Peres (AM).

Buarque ressaltou que o PDT não adotará nenhuma medida "quixotesca" mas julga necessária a reação dos senadores de todos os partidos. "Deram um tapa na cara do Brasil. Hoje, deram um golpe. Amanhã, vão cuspir na cara da gente se não tomarmos uma posição firme", afirmou o pedetista.



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