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22/02/2019 08:20

PF mira esquema para barrar apuração do caso Marielle

Correio do Estado

 

A Polícia Federal realizou na manhã desta quinta-feira (21) operação de busca e apreensão para apurar supostos obstáculos às investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes. O crime completará um ano no dia 14 de março.

O órgão entrou no caso em novembro do ano passado, quando começou uma "investigação da investigação", paralela, para verificar denúncias de irregularidades no trabalho estadual. Quem apura a autoria e motivação do crime em si é a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio.

Segundo o jornal "O Globo", um dos endereços alvos da operação foi o de Domingos Brazão, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ex-deputado estadual pelo MDB, num condomínio de luxo na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio). Ele se queixou de excessos na atuação dos agentes da Polícia Federal.

Além dele, os mandados também atingiram o policial militar que virou testemunha-chave do caso, Rodrigo Ferreira; a advogada dele, Camila Moreira Lima Nogueira; um delegado federal que levou o PM até a Polícia Civil, Hélio Khristian; o ex-policial civil Jorge Luiz Fernandes; e o ex-agente da Polícia Federal Gilberto Ribeiro da Costa.

A PF não confirmou os locais onde foram feitas as buscas nem divulgou os resultados da operação. Informou apenas que a ação constitui "fase intermediária" de investigação sigilosa.

Marielle e Anderson foram mortos dentro do carro quando retornavam de uma reunião política no centro do Rio. Desde então, autoridades disseram que o caso estava perto do fim ao menos cinco vezes, mas poucas informações concretas foram divulgadas.

As "investigações das investigações" começaram após depoimentos colhidos pelo Ministério Público indicarem um esquema voltado para impedir a elucidação do crime. A partir deles, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou a abertura do inquérito na PF.

O conteúdo dos depoimentos não foi revelado, mas o então ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou ao anunciar a medida que o suposto esquema envolveria "agentes públicos de diversos órgãos, milícias, organização criminosa e contravenção".

Um dos delatores é o ex-policial militar e miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando de Curicica, que acusou a Polícia Civil do Rio de ser paga para proteger matadores de aluguel e de coagi-lo a assumir a morte da vereadora.

Preso desde 2017, Orlando disse ao jornal O Globo em outubro, por meio de carta, que policiais da Delegacia de Homicídios da capital fluminense, que apura o caso, recebiam mesadas para não elucidar assassinatos cometidos por um grupo de matadores de aluguel formado por PMs da ativa e ex-policiais, apelidado de Escritório do Crime.

O então chefe da delegacia especializada, Rivaldo Barbosa, repudiou a acusação.

Orlando é um dos investigados pela morte de Marielle e Anderson. Segundo essa linha de investigação, ele teria combinado o crime com o vereador Marcelo Siciliano (PHS) por supostas desavenças com a vereadora, relacionadas à exploração ilegal de terras na zona oeste do Rio.

Segundo testemunha -um PM do bando de Orlando que procurou a polícia-, os dois teriam se encontrado em um restaurante em 2017, onde o vereador disse que "precisavam resolver" um problema com Marielle e o deputado Marcelo Freixo (PSOL). Ambos negam essa versão.

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