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05/04/2006 15:06

Pessoas sabem pouco a respeito da doença de Parkinson

Agência Notisa

De acordo com dados da OMS, cerca de 1% da população mundial com mais de 65 anos possui a doença de Parkinson. Isso corresponde a uma prevalência de aproximadamente 150 a 200 casos a cada 100 mil habitantes. Somente no Brasil, calcula-se que sejam entre 300 e 400 mil portadores da doença.



Preocupada com esses números, a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) promove no dia 11 de abril a Campanha Nacional de Parkinson. O objetivo principal é esclarecer à população em geral o que é a doença, quais são os fatores de risco que podem provocá-la e os tratamentos disponíveis.



Em coletiva à imprensa hoje pela manhã no Hotel Blue Tree Ibirapuera, no bairro de Moema, em São Paulo, os representantes da ABN informaram que no total serão 21 postos de atendimento em 12 cidades, instalados em locais de movimentação – como aeroportos, rodoviárias, shoppings e hospitais. Além da distribuição de folhetos explicativos, haverá médicos neurologistas para esclarecer dúvidas sobre o Parkinson. As cidades escolhidas são Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Brasília, Fortaleza, Belém e Goiânia.



Grave, mas pouco conhecida



Presente à coletiva que foi convocada pela própria Academia com o apoio do Laboratório Boehringer Ingelheim, que pesquisa e produz medicamentos para a doença, o neurologista Henrique Ballalai Ferraz, membro titular da ABN e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirmou que as campanhas públicas sobre a doença de Parkinson podem ser consideradas escassas se comparadas àquelas desenvolvidas, por exemplo, a respeito da Aids. “Isso se deve principalmente à pressão que foi exercida pela sociedade quando a Aids entrou em evidência. Acredito que com o envelhecimento da população, o que elevará o número de casos de Parkinson, a pressão por medidas mais efetivas para esta doença vai melhorar o cenário”, afirmou Ferraz.



Outro problema seria o atendimento precário na maior parte do serviço público. “Poucos são os locais em que é possível encontrar um serviço de atendimento multidisciplinar voltado para o paciente com doença de Parkinson. Em geral, há apenas o clínico geral, quando muito, um neurologista”, lamentou o especialista. Ferraz destaca, entretanto, que já ocorreram avanços consideráveis nos últimos anos, como no caso da distribuição de remédios para o tratamento da doença pela rede pública. “Além dessa questão, é preciso salientar que, hoje, a população tem acesso pelo menos ao clínico geral. É melhor do que nada”, defende.



Afinal, o que é doença de Parkinson?



Segundo dados da ABN, a doença de Parkinson é uma patologia do sistema nervoso central que afeta principalmente o sistema motor. Os sintomas mais comuns são tremor, rigidez muscular, lentidão, perda da agilidade e alteração na marcha e no equilíbrio. A evolução da doença é usualmente lenta, mas varia para cada pessoa e, em geral, seus primeiros sinais são quase imperceptíveis, o que faz com que muitas vezes seja diagnosticada como sendo outra doença.



Na verdade, a doença de Parkinson é a forma mais freqüente de parkinsonismo – grupo de doenças com causas variadas, mas com sintomas comuns, e que afetam o sistema nervoso. As outras formas da doença seriam causadas por substâncias tóxicas, como o manganês, ou até mesmo por medicamentos. A principal diferença entre ambos os tipos é que no caso da doença de Parkinson as causas são desconhecidas e ainda não é possível impedir sua progressão, apenas retardar sua evolução e melhorar a qualidade de vida do paciente.



Atualmente, o tratamento disponível é o medicamentoso, capaz de controlar apenas os sintomas. Em alguns pode ser adotado o tratamento cirúrgico, mas apenas como complementação à terapia com remédios. Henrique Ferraz chama a atenção para o fato de que “qualquer pessoa pode desenvolver a doença, independentemente de sexo, raça e idade” – embora ela seja mais identificada na população entre 65 e 80 anos.



(Agência Notisa)

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