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28/02/2005 14:16

Perdas na soja podem ser de R$ 350 milhões

Fernanda Mathias / Campo Grande News

As perdas provocadas pela estiagem na soja de ciclo semi-tardio e tardio na região Sul de Mato Grosso do Sul são próximas de R$ 350 milhões, segundo estimam entidades que acompanham a evolução da lavoura.
De acordo com a previsão da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Dourados e da Embrapa Agropecuária Oeste, são cerca de 40% de perda nessas variedades, que juntas totalizam 70% da safra. Considerando que a região sul responde por 60% da produção e o esperado em âmbito estadual era cerca de 5 milhões de toneladas do grão, é possível estimar que as perdas cheguem a 840 mil toneladas do grão. Para se chegar à cifra que isso representa multiplica-se o total de sacas perdidas (14 milhões) pela atual cotação, R$ 25,00, cada.
O supervisor da área de Negócios e Tecnologia da Embrapa Agropecuária Oeste, André Luiz Melhorança, diz que a situação entre os produtores é de desânimo. Grande parte da soja a ser colhida é de grãos pequenos e verdes, que dificultam o processamento da indústria. Esta aceita de 7% a 8% de grãos verdes, passando disso aplica deságios.
A reação no preço da soja que era esperada ainda não surtiu efeito, conforme o pesquisador. Há uma perspectiva de melhora porque o veranico não atingiu somente o Mato Grosso do Sul, mas lavouras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Goiás.
Melhorança afirma que as últimas chuvas que têm caído são isoladas e a essa altura as águas não são capazes de reverter o quadro de perdas.
Amparando o produtor, sindicatos rurais, como é o caso de Dourados, estão tentando intermediar negociações com multinacionais, para que haja renegociação de financiamentos de insumos. O município de Maracaju já decretou estado de emergência.
Este é o segundo ano consecutivo em que os agricultores são assolados pela estiagem. No ano passado as perdas foram calculadas em cerca de R$ 700 milhões. Pequenos agricultores foram amparados pelo governo federal através do Bolsa-Estiagem e vários renegociaram crédito junto ao Banco do Brasil. A soja é o carro-chefe das exportações de Mato Grosso do Sul, ao lado da carne bovina. Neste último caso o cenário também é negativo: os preços estão estagnados e o produtor, para forçar melhora, está retendo o boi no pasto em uma ação coordenada pelas entidades representativas do setor.

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