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25/02/2014 18:14

Obesidade: conheça 3 mitos que impedem a perda de peso

Pauta Comunicação assessoria

São Paulo, 25 de fevereiro de 2014 – Em conversas de academia, muitas informações sem fundamento científico tornam-se “verdade” para os alunos mais preocupados em perder peso. Mas, claro, não é tudo o que vale para conseguir emagrecer. Inclusive, acreditar em alguns desses mitos pode ser muito prejudicial à saúde. Para ajudar quem quer emagrecer de verdade e de maneira saudável, a endocrinologista Andressa Heimbecher desmitifica, a seguir, três informações comumente ouvidas por aí, mas que não têm nenhum embasamento científico:

Mito 1: Beber água antes, durante ou logo depois as refeições engorda
Um estudo apresentado em 2010 no encontro americano da Sociedade Química, em Boston, avaliou 48 adultos entre 55 e 75 anos. Eles foram divididos em dois grupos, ambos submetidos a uma dieta de baixas calorias. O primeiro ingeria dois copos de água antes das refeições e o segundo, não. “O resultado foi que as pessoas que beberam água antes das refeições tiveram uma perda de peso quase dois quilos maior do que quem não ingeriu líquido”, explica Andressa.
“O que importa é o número de calorias consumidas em uma refeição”, diz a especialista. Assim, refrigerantes, sucos adoçados e bebidas alcoólicas impactam no ganho de peso simplesmente porque contêm mais calorias que a água. “Por isso não basta estar atento àquilo que comemos, mas também ao que bebemos”, pondera. Mas, informa, não é relevante se o líquido for ingerido antes, durante ou depois das refeições. A endocrinologista acrescenta que a ingestão de água também não interfere na digestão – outro mito comum. “O raciocínio é igual ao se tomarmos sopa. Para o intestino não faz diferença se você comeu um prato de legumes e tomou água ou se o que você comeu foi uma sopa”, pondera. E lembra que o ideal é consumir de 2 a 2,5 l de água por dia.

Mito 2: Suar gasta calorias
Depois de suar muito após um exercício físico, é possível verificar uma diminuição no peso corpóreo. “Mas isso não significa que a pessoa emagreceu, nem que gastou calorias. Ela apenas desidratou”, explica Andressa. Segundo a especialista, a função do suor é manter a temperatura corporal baixa, mesmo quando o corpo está aquecido. Por isso, durante exercícios físicos intensos, as pessoas suam. De acordo com Andressa, o suor faz com que o organismo perca apenas água e sais minerais enquanto que, para perder calorias, é preciso eliminar glicose e nutrientes de valor calórico.
Por isso, nada de usar roupas pesadas, que estimulem o suor. O ideal é optar por roupas leves, que ajudem o corpo a manter sua temperatura e não superaquecer. “Quando fazemos exercícios, é o gasto calórico que provoca o aquecimento do corpo. Mas, o contrário – aquecer o corpo para promover gasto calórico – não se verifica”, ensina. Ela indica ainda que a pessoa mantenha-se hidratada durante a realização dos exercícios físicos. “O ideal é tomar água em pequenos goles, pois uma ingestão abrupta de líquidos em grande quantidade pode gerar refluxo do estômago para o esôfago”, alerta. E, finaliza, entre água e isotônicos, prefira a água, que não contém calorias. “A não ser que esteja realizando exercícios muito extenuantes”, ressalta.

Mito 3: Comer de três em três horas emagrece
“A rigor, o que faz uma pessoa engordar ou emagrecer é a quantidade de calorias que ela ingere”, afirma Andressa. Mas, lembra que, se uma pessoa se alimenta poucas vezes ao dia, a chance de estar com mais fome – e ingerir mais calorias – no momento de uma refeição é maior. A endocrinologista explica que esta é uma resposta protetora do organismo, que “entende” longos períodos de jejum como um sinal para poupar energia e gordura. “A ideia de comer de 3 em 3 horas é justamente para que a pessoa coma menos em cada refeição. No entanto, eu prefiro recomendar ter o hábito de comer em intervalos regulares, o que quer dizer que entre as maiores refeições – café, almoço e jantar – devemos incluir os lanches”, diz a especialista.
Para tanto, recomenda que se divida o total de calorias diárias entre as refeições que devem ser feitas, pois, se houver acréscimo na quantidade de calorias, a pessoa engordará. “Existe uma teoria de que, quando comemos em intervalos regulares, o corpo não reduz seu ritmo de queima calórica porque está treinado a não passar fome. Enquanto que, quem come apenas três vezes ao dia, ao passar fome, está ensinando o corpo a sempre estocar”, sublinha.
Para esses lanches, ela recomenda opções com baixo valor calórico – até 100 kcal – e baixos teores de sódio e açúcares. Barrinhas de cereal, frutas ou iogurtes são boas pedidas. E dá uma dica importante: quanto maior o índice glicêmico de um alimento, menor a saciedade que ele gera e maior a fome depois. É o caso dos alimentos à base de farinha de trigo branca e doces. Já os alimentos com altos teores de fibras ajudam a saciar a fome por mais tempo e são os mais indicados para esses “lanchinhos” entre as refeições.
*Referências:
http://www.medscape.com/viewarticle/727512
http://www.mayoclinic.com/health/digestion/AN01776#sthash.c8TGzNU6.dpuf
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/ency/article/003218.htm
J Nutr Sci Vitaminol (Tokyo). 2009 Jun;55(3):201-7. Is glycemic index of food a feasible predictor of appetite, hunger, and satiety. Niwano Y, Adachi T, Kashimura J, Sakata T, Sasaki H, Sekine K, Yamamoto S, Yonekubo A, Kimura S.

Sobre Andressa Heimbecher

Médica formada pela Universidade Federal do Paraná em 2004, é especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Em 2005, trabalhou na prefeitura de Curitiba (PR), no atendimento a diabéticos, quando decidiu seguir pela Endocrinologia. Fez Residência Médica em Endocrinologia e Metabologia pelo Hospital do Servidor Estadual de São Paulo. É médica colaboradora do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e membro ativo da Endocrine Society.

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