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06/06/2006 08:23

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Previsão de safra da Conab repete tendência de queda

Clima adverso e a ocorrência de doenças nas lavouras voltam a fazer encolher as colheitas da safra 2005/2006, de acordo com previsão feita pela Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, divulgada hoje (5). A produção está estimada em 120,3 milhões de toneladas, quase 800 mil de toneladas a menos que a previsão divulgada em maio, de 121,1 milhões de toneladas Os números correspondem ao sétimo levantamento feito pela estatal para a atual safra de grãos.

Segundo os técnicos da Conab, a queda em relação à estimativa de maio é resultado das condições climáticas adversas, como o prolongamento da estiagem na maioria dos Estados e o excesso de chuvas no Centro-Oeste. Além da incidência de doenças fúngicas, como a ferrugem asiática na soja.

Em relação à safra passada, 2004/05, a produção tende a crescer 5,6%. Na safra anterior, os agricultores colheram 113,9 milhões de toneladas. A produtividade foi o principal fator para justificar o crescimento na produção nesse ano em relação à safra anterior.

Produção de soja tem condições de crescer 4,6%

A produção de soja na safra 2005/06 será de 53,837 milhões de toneladas, representando aumento de 4,6% na comparação com colheita de 51,452 milhões de toneladas em 2004/05, conforme os dados divulgados pela Conab. Em contrapartida, a empresa registrou queda de 19,4% na produção de algodão em pluma. A colheita caiu de 1,3 milhão de toneladas para 1,05 milhão de t na atual safra (2005/06).

Na avaliação de todos os produtos pesquisados, a área plantada com grãos diminuiu 3,9% na atual safra, caindo de 49,1 milhões de hectares para 47,1 milhões de hectares. A redução é verificada pri ncipalmente nas culturas de algodão (-28,3%), arroz (-22,1%), trigo (-14,3%) e soja (-4,7%).

A área plantada com feijão teve elevação generalizada: 6,5% na primeira safra, aumento de 9,6% na segunda safra, e crescimento de 4,3% na terceira safra. "O feijão teve incentivo dos bons preços pagos aos produtores na época do plantio e o milho foi favorecido pela ocupação do espaço deixado pela soja", analisou o presidente da Conab, Jacinto Ferreira.

Vários fatores levam ao aumento da colheita de milho

Em relação à produção de milho no inverno, correspondente à segunda safra 2005/06, a Conab calcula um crescimento incomum, de 26,9%, chegando a para 9,785 milhões de toneladas, contra 7,8 milhões de toneladas em 2004/05. De acordo com o presidente da Conab, Jacinto Ferreira, o crescimento é resultado de aumento na área plantada e da recuperação da produtividade das lavouras.

Na safrinha deste ano, os produtores destinaram 3,328 milhões de hectares ao milho, em comparação com 3,186 milhões de hectares em 2004/05, representando crescimento de 4,5%. A produtividade médias das lavouras cresceu 21,5%, de 2.419 kg/ha para 2.939 kg/ha. A produção de milho na primeira safra cresceu 4,4 milhões de t, de 27,3 milhões de t para 31,7 milhões de t. No total, a produção de milho será 41,531 milhões de t ante 35 milhões de t na safra anterior, com crescimento de 18,6%.

Desertificação causa prejuízo de US$ 42 bilhões por ano

A Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação calcula que, a cada ano a desertificação e a seca causam perdas da ordem de US$ 42 bilhões na agricultura. Estudos do Ministério do Meio Ambiente brasileiro indicam que as perdas podem chegar a US$ 800 milhões por ano no País.No mundo, o problema afeta uma em cada cinco pessoas e um em cada três hectare s de terra no mundo. Entre 6 e 7 milhões de hectares de solo se perdem todo ano pela erosão e mais de 20 milhões de hectares são destruídos pela salinização. E pior, a perda de terras com vegetação e áreas cultiváveis está acontecendo duas vezes mais rápido do que nos anos 70, segundo a Convenção das Nações Unidas, que atua desde 1996.As regiões mais atingidas do planeta estão em grande parte da Europa e da Ásia, Canadá, oeste, Norte e Sul da África e Leste da Austrália. Práticas agrícolas inadequadas, desmatamento, aumento das temperaturas globais e até mesmo excesso de irrigação podem ser as causas do problema, segundo os especialistas. Na China, existe um deserto com o tamanho de Portugal. Um terço da Espanha está em processo de desertificação

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