Cassilândia, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

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16/09/2005 14:00

MS não poderá ter plantio de soja própria

Fernanda Mathias / Campo Grande News

Reunião ocorrida esta manhã na SFA (Superintendência Federal de Agricultura) com representantes da Aprossul (Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso do Sul) decidiu que não será solicitado neste momento ao Mapa (Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária) que seja autorizado também em Mato Grosso do Sul o plantio de sementes próprias de soja transgênica.

O superintendente federal de Agricultura, José Antônio Felício, afirma que o setor sementeiro manifestou que há quantidade suficiente de sementes certificadas no mercado e que se faltar semente, poderá ser comprada em Goiás, que serve para as condições do Estado.

“É cedo para dizermos que a situação daqui é semelhante a do Rio Grande do Sul por isso vamos deixar o período de plantio avançar e se a situação se agravar faremos uma nova reunião para passar a situação ao Ministério”, disse. No Rio Grande do Sul o uso de grãos como semente pelos produtores acabou desestruturando o setor de venda de sementes e por isso foi preciso autorização para plantio de sementes próprias naquele estado, onde o índice de produtos transgênicos chega a 90%.

“Em Mato Grosso do Sul se autorizarmos o plantio de grãos pode haver uma sobra de sementes certificadas o que para nós é ruim do ponto de vista tecnológico”, diz Felício. No Estado a Aprossul estima que a área com soja transgênica deva chegar a 500 mil hectares, o equivalente a 28% da área total que deverá ser plantada, de 1,8 milhão de hectares. A preferência pela semente transgênica se deve à redução do custo de produção, de R$ 100,00 a R$ 200,00 por hectare em relação à semente convencional.

O pedido de utilização de sementes próprias foi reforçado ontem pelo presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Leôncio de Souza Brito, ao ministro da Agricultura, Abastecimento e Pecuária, Roberto Rodrigues, durante passagem por Campo Grande. Brito argumenta que os produtores estão buscando todas as formas de reduzirem custos, depois de duas frustrações de safra consecutivas em função da estiagem e queda acentuada do preço dos produtos agrícolas no mercado.

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