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04/06/2011 09:06

Ministro da Educação compara críticos à fascista

Notícias do Senado

Criticar uma obra sem ler é uma postura \"fascista\", disse ontem o ministro Fernando Haddad (Educação) ao comentar críticas ao livro \"Por uma Vida Melhor\".

Distribuída pelo Ministério da Educação a 4.236 escolas de educação de jovens e adultos, a obra causou polêmica ao dizer que, em determinados contextos, é possível falar fora da norma culta.

Trecho sobre a diferença da linguagem oral e escrita diz: \"Você pode estar se perguntando: \"Mas eu posso falar os livro?\". Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico\".

CERTO X ERRADO
Os defensores da obra dizem que não há \"certo\" e \"errado\" em linguística, mas sim \"adequado\" ou \"inadequado\" ao contexto: em entrevista de emprego, o correto seria usar a norma culta, mas isso não necessariamente aconteceria em uma conversa informal.

Já os críticos defendem que a escola ensine apenas a norma culta, essencial para o aluno ascender socialmente.

STÁLIN
Durante audiência na Comissão de Educação do Senado, ontem, Álvaro Dias (PSDB-PR) questionou o ministro sobre o tema e disse que até o ditador soviético Josef Stálin (1878-1953) defendia a norma culta.

Haddad respondeu que os críticos da obra distribuída pelo Ministério da Educação, em sua maioria, não a haviam lido e voltou a citar o ditador soviético.

\"Há uma diferença entre o Hitler e o Stálin. Ambos fuzilavam seus inimigos, mas o Stálin lia os livros antes de fuzilá-los. Estamos vivendo, portanto, uma pequena involução, estamos saindo de uma situação stalinista e agora adotando uma postura mais de viés fascista, que é criticar um livro sem ler.\"

O ministro fez o seu mestrado sobre o caráter socioeconômico do sistema soviético na USP.

Haddad afirmou ainda que diversos estudiosos do tema defenderam a obra distribuída pelo MEC, incluindo o diretor-executivo do Instituto FHC, Sérgio Fausto.

Na semana passada, a Defensoria Pública da União no Distrito Federal entrou com uma ação pedindo o recolhimento da obra.

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