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11/05/2016 12:30

Micróbios que ajudam o organismo podem ser eliminados por uso de medicamentos

180 Graus

 

Sabonetes antissépticos, álcool gel a todo momento, limpeza excessiva, algumas pessoas parecem ter verdadeiro pavor dos micróbios. Alguns realmente são bastante perigosos, principalmente se em contato com portas abertas do nosso corpo, como ferimentos, ou se em contato com pessoas com a imunidade muito debilitada e em ambientes com pressão para seleção de cepas resistentes a antibióticos, como no ambiente hospitalar. Porém, no geral e em sua grande maioria, estes seres são benéficos e até mesmo necessários a nossa saúde.

Nosso corpo é uma gigantesca colônia para todos os tipos de micróbios. Estima-se que cada pessoa abrigue um quilo deles em seu interior, especialmente bactérias, em torno de 1.200 espécies diferentes, e muitas delas, participam na digestão de alimentos, produção de proteínas e na modulação do sistema imunológico, todas funções de grande importância para o bom funcionamento do organismo.

Estudo publicados recentemente na revista Science, conduzidos de forma independente na Bélgica e na Holanda, analisaram o conteúdo das fezes de aproximadamente 4.000 pessoas e identificaram 678 grupos de micróbios, sendo que apenas 14 deles, estão presentes em 95% das pessoas. O estudo mostrou ainda que existe uma relação entre a diversidade dos microrganismos que se encontram no intestino e a saúde da pessoa.

Apontam ainda a relações entre essa diversidade do microbioma e a dieta. Pessoas que consomem alimentos como iogurte, vinho e café com regularidade têm uma flora intestinal mais variada. Porém, consumir leite integral e comer muito produz o efeito contrário.

Um dos estudos observou também uma relação, ainda que discreta, entre a composição do microbioma e o índice de massa corporal, e confirmou a relação entre alguns micróbios e doenças como o câncer colorretal e a colite ulcerosa. Os pesquisadores observaram também que problemas de saúde, como um ataque cardíaco, reduzem a presença de algumas bactérias.

O estudo produziu uma conclusão interessante no que trata do uso de medicamentos, tais como antiácidos, antibióticos e antidepressivos, pois são um dos primeiros fatores de alteração da diversidade microbiana. Quando se procura tratar uma infecção, busca-se, com o uso de um antibiótico, erradicar somente uma bactéria prejudicial, porém,em alguns casos, todo o ecossistema será modificado e os risco desta alteração nem sempre são benéficos. O mesmo ocorre também com outras classes de medicamentos.

Outro resultado que chamou a atenção dos pesquisadores é que experiências durante os primeiros meses de vida, como o nascimento com ou sem cesárea e amamentar ou não, não influem na composição da microbiota. Uma relação mais previsível foi o encontrado entre muitos aspectos da dieta ocidental, como a abundância de calorias e carboidratos, comida industrializada e o leite integral, e a baixa diversidade microbiana.

Estudos anteriores já haviam observado que as tribos com modo de vida primitivo têm uma variedade de bactérias muito maior. Nesse grupo, os ianomâmis, uma tribo indígena da Amazônia, são os humanos com o microbioma mais diversificado.

O estudo ajudará a mudar a forma de se tratar diversas doenças intestinais e até mesmo no tratamento da obesidade. O cientista estudam como a transferência de micróbios de uma pessoa saudável para outra poderá ajudar nestes tratamentos.

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