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13/07/2012 13:57

Leia Amplavisão, por Manoel Afonso

Manoel Afonso

A ESCOLHA A pergunta que se renova: quais os critérios de análise (do eleitor) dos candidatos que se apresentam? Na grande maioria das cidades o mesmo cenário que exige equilíbrio, conhecimento e bom senso na hora de escolher.

VEJAMOS: A cultura do populismo aumentou com o ‘fator Lula’. Aí veio o aceno fácil do ‘paraíso’ através das conhecidas promessas: moradia, saúde, cestas básicas e renda mínima, sem a exigência de qualquer contrapartida.

O POPULISTA é crítico, se apresenta como ‘amigo do povo’, com fórmulas mágicas para resolver todos os problemas. Mas na maioria das vezes seu perfil político/técnico é infinitamente inferior ao que se exige para comandar uma cidade.

O ELEITOR deve checar o potencial do candidato, sua biografia e desempenho na vida pública. Em se tratando de detentor de mandato parlamentar, é imprescindível que ele apresente o relatório de seus projetos e ações dignificantes.

EXEMPLOS bem vivos: Do Collor, ao Artuzzi que se apresentou como redenção dos pobres/oprimidos. A diferença entre eles é só a deficiência gramatical do último. Em ambos, o apelo emocional para seduzir desavisados/despreparados.

ARTUZZI Seu mandato como deputado foi pífio. Tivesse o eleitorado douradense acesso ao relatório de suas ações na AL, talvez ele não tivesse sido eleito. Os milagres prometidos resultaram na tragédia com sequelas ainda expostas.

PREFEITURA não é entidade beneficente; exige competência. O seu gerenciamento é complexo, exige planejamento para atender as necessidades (socioeconômicas) urbanas – sob efeito constante de diversos fatores externos.

ESTRATÉGIA Retardar o início oficial da campanha para economizar dinheiro é a solução adotada pelos candidatos. Em muitas cidades do interior os relatos de vantagens exigidas pelo voto assustam os concorrentes. Tudo como antes?

PORQUE? Começa com o paternalismo do Governo Federal, via programas sociais. A acomodação nas classes mais baixas é geral! Depois vem a repercussão dos escândalos onde a figura do político é visto como um vilão, aproveitador.

A HORA! Daí que esse tipo de eleitorado não tem compromissos com os valores da cidadania. Imediatista, só visa a solução de seus problemas pessoais; o futuro não conta e nem figura no seu imaginário. Aí faz da eleição ‘um negócio’.

O QUADRO Empregada doméstica e trabalhador rural devem virar raridades neste período eleitoral. Na maioria das nossas pequenas e médias cidades sempre foi assim. Combina com o estilo passivo, ‘quase parando’ do pessoal.

INCONVENIENTE A visita domiciliar do candidato não pode concorrer com a TV. Difícil conciliar política com novela/futebol. A mudança de hábitos da família chegou ao interior: o café amigo ao candidato é raro; os papos encurtaram.

AVISO O uso indevido de músicas através de paródias nas vinhetas dos candidatos configura desrespeito ao direito eleitoral. Nas eleições passadas alguns casos nas capitais ficaram famosos, chegando inclusive à internet.

NO INTERIOR a ‘liberação’ é geral. É inviável e antieconômica medida judicial para proibir ou buscar ressarcimento a título de indenização pelo uso desta ou aquela música. No fundo, ajuda na popularização do próprio cantor.

A SAÍDA Com seus 18.285 votos em 2010, sentindo o ambiente hostil no partido, o vereador Lídio optou esperar pela vitória de Paulo Duarte para assumir a vaga na AL. Com isso, o PP perde quem seria o seu maior puxador de votos.

CABO ALMI ganhará prestígio na derrota de Vander? Em 2008 Teruel obteve 93mil votos para prefeito; mas em 2010 – só obteve 16.804 votos - não se reelegeu deputado estadual. O eleitor separou as situações e as eleições.

TERUEL se elegeu em 2006 com 15.808 votos. Imaginando ocupar espaço no PT e ganhar visibilidade tentou ser prefeito. Mas 4 anos depois, na tentativa da reeleição, teve apenas 996 votos a mais. Moral da história: não valeu a pena.

LULA é citado como referência/incentivo aos insistentes nas eleições. Mas cientistas políticos já provaram: se trata de caso isolado pelas circunstâncias e carisma dele. Na pratica, geralmente o eleitor evita optar pelo ‘eterno’ perdedor.

A DISPUTA São 4.451 candidatos disputando 833 cadeiras nas Câmaras das 79 cidades do MS - média de 5,34 candidatos por vaga. Só na capital teremos 506 postulando as 29 vagas; uma média de 17,4 por vaga.

VERGONHA! Demóstenes deixou o Senado como o ratinho acuado pela vassoura da limpeza. Pecou feio ao criticar a imprensa em seu último discurso. Afinal foi ela quem fez dele a imagem gloriosa do paladino da moralidade.

SEM LIMITES Depois de trazer um pneu, o contrabandista cresce o olho; tenta trazer um caminhão cheio do produto. Aí acaba ‘caindo’. Na vida pública é igual: o malandro quer sempre mais; uma hora a ‘casa cai’. Não é assim?

A GANÂNCIA ignora escrúpulos/ conceitos/valores. Essa postura prospera em todos segmentos. Voltando ao caso Demóstenes: trancado solito no banheiro - o que dirá a ele próprio - olhando sua imagem refletida no espelho? De leve...

Todo dízimo é uma partícula de Deus. Só que jamais chega à ele. (Fraga)




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