Cassilândia, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

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20/08/2007 07:43

Leia a íntegra do Café com o Presidente

Agência Brasil

Brasília - Apresentador: Olá, você, em todo o Brasil. Eu sou Luiz Fara Monteiro e começa o programa de rádio do presidente Lula. Tudo bem, presidente?

Presidente: Tudo bem, Luiz.

Apresentador: Presidente, terminou ontem a terceira edição dos Jogos Parapan-Americanos, com destaque para o Brasil, que ficou em primeiro lugar. O senhor mesmo esteve visitando os atletas na última sexta-feira. A participação dos atletas nesses jogos, presidente, é um exemplo diário de superação?

Presidente: É mais do que um exemplo de superação. Não existem barreiras para o ser humano e o Parapan-Americano demonstrou exatamente isso, ou seja, os atletas brasileiros deram uma demonstração extraordinária de competitividade, de preparação, de auto-estima, de orgulho próprio.

Apresentador: Presidente, de que forma o governo tem incentivado esses atletas, que programas existem para dar suporte aos esportistas?

Presidente: Uma coisa importante que nós fizemos através do Ministério do Esporte, Luiz, foi primeiro 45% dos atletas que participaram do Parapan-Americano são atletas que têm bolsa do governo para poder custear as suas atividades profissionais. Ou seja, são pessoas que não teriam condições de fazer qualquer disputa se não tivesse o financiamento. O dado concreto é que o Brasil demonstrou mais uma vez: essas pessoas não precisam de favores, não precisam de esmolas, essas pessoas não querem ser tratadas como se fossem cidadão de segunda categoria. Essas pessoas querem apenas ser tratadas com respeito e querem ser tratadas tendo oportunidades. Na medida em que a gente der oportunidade, essas pessoas conseguem fazer o sucesso que fizeram no Parapan-Americano.

Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, hoje falamos sobre os Jogos Parapan-Americanos. O senhor aproveitou a ida aos Jogos Parapan-Americanos para assinar o documento que formaliza a intenção do Rio de Janeiro de sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. O documento dá as garantias à realização dos jogos no Rio, presidente?

Presidente: veja, nós não damos a garantia de que os jogos vão ser no Rio de Janeiro. O que nós, e é por isso que nós investimos dinheiro nos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos, porque nós queríamos provar que o Brasil tem condições de fazer centros esportivos de primeira qualidade e que, portanto, o Brasil tem condições de fazer uma Olimpíada. Eu assinei um documento dizendo ao governador do estado do Rio de Janeiro que eu não tenho nenhum problema de virar um garoto-propaganda do Rio de Janeiro para que a gente possa, nas minhas viagens internacionais, conversar com as pessoas que têm voto para decidir aonde vão ser as Olimpíadas e tentar trazê-las para o Rio de Janeiro. Isso é apenas o começo. Ou seja, é preciso acabar com essa bobagem de tudo no Brasil ser nivelado por baixo. O Brasil é um país grande, é um país que tem competência, é um país que tem um povo extraordinário e, portanto, nós precisamos fazer sempre que possível o melhor, e não fazer o pior como se fosse um país sem dono, um país de ninguém. É preciso que a gente coloque a nossa auto-estima, sabe, na ponta da chuteira, no bico do pé, para que a gente possa fazer o que nós temos o direito de fazer. Por que que o Brasil tem que ser inferior à Espanha, inferior a Portugal, inferior à Inglaterra, inferior aos Estados Unidos? Não, nós temos que ser iguais e o Parapan-Americano foi uma demostração disso.

Apresentador: Presidente, mudando um pouquinho de assunto, o mundo passa por uma crise nos mercados financeiros. O Brasil corre risco nessa crise?

Presidente: Veja, é importante que nós consigamos dizer para a sociedade brasileira que essa é uma crise eminentemente americana. É uma crise do setor imobiliário americano, ou seja, e de alguns fundos que compraram títulos pensando em ganhar muito dinheiro, sabe, de terceira categoria nos Estados Unidos. Então, na hora que os Estados Unidos resolverem o seu problema não terá problema no mundo. Ou seja, o Brasil - eu posso dizer isso, apesar de ficar lendo, ficar ouvindo, parece que têm algumas pessoas que torcem para as coisas não darem certo no Brasil, parece que têm pessoas que torcem para que a desgraça aconteça nesse país - ou seja, o dado concreto é o seguinte: o Brasil não está com medo dessa crise. Nós temos a preocupação natural de um país emergente, como qualquer país emergente desse mundo. Agora, é importante saber o seguinte: nós temos US$ 160 bilhões de reservas.

Apresentador: O que isso significa, presidente?

Presidente: Nós estamos tranqüilos. Significa que nós temos segurança pra eventual especulação financeira. E o que nós queremos é que as pessoas continuem acreditando que esse país atingiu um índice de maturidade tão grande que a seriedade não é mais uma coisa eventual, um comportamento eventual, é uma coisa definitiva. O Brasil não vai retroceder. Este país é um país sério, é um país governado com seriedade, nós aprendemos a fazer a lição de casa. Ou seja, quando muitos ficavam gritando pela imprensa que nós deveríamos gastar, nós preferimos economizar e hoje nós temos a estabilidade macroeconômica necessária, as reservas necessárias pra gente dizer: a crise que está acontecendo não vai afetar o Brasil.

Apresentador: Obrigado, presidente, e até a semana que vem.

Presidente: Obrigado a você, Luiz.

Apresentador: O Café com o Presidente está disponível também na internet, em www.radiobras.gov.br. Um abraço para você e até semana que vem.





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