Cassilândia, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

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11/10/2005 07:49

João Paulo diz que não renuncia ao mandato

Iolando Lourenço e Juliana Cézar Nunes /ABr

O deputado João Paulo Cunha (PT-SP) disse ontem que já descartou qualquer possibilidade de ele renunciar ao mandato parlamentar. João Paulo está entre os 13 parlamentares contra quem o Conselho de Ética poderá abrir processo por quebra de decoro. Depois de aberto o processo, nenhum deputado pode renunciar para se livrar da perda do direito de concorrer às eleições durante oito anos.

"A minha decisão é não renunciar. Cada deputado avalia a sua situação. Eu estou super tranqüilo para enfrentar o processo", disse o ex-presidente da Câmara, cuja mulher sacou R$ 50 mil da conta do empresário Marcos Valério de Souza no Banco Rural, em Brasília. "O dinheiro era do partido. Apresentei declaração do tesoureiro dizendo que ele indicou o lugar e o valor. Mostrei o trabalho realizado com aquele dinheiro. Por que eu preciso tomar pena por causa disso?", indagou João Paulo.

Na semana passada, a Corregedoria da Câmara aprovou parecer favorável à abertura de processos de cassação contra deputados citados no relatório das comissões parlamentares mistas de inquérito dos Correios e da Compra de Votos. A sugestão da Corregedoria agora aguarda análise da Mesa Diretora, que se reúne amanhã (11). Caso a mesa concorde com a recomendação da Corregedoria, as representações serão enviadas ao Conselho de Ética para abertura de processo.

João Paulo Cunha criticou o procedimento adotado pela Corregedoria na fase de depoimentos. De acordo com ele, apenas três dos cinco parlamentares que integram o órgão estavam presentes para ouvi-lo. João Paulo ainda reclama que sua defesa por escrito não foi levada em conta. Por conta disso, o deputado enviou cópias do documento a todos os sete membros da Mesa, que vão analisar o parecer da Corregedoria.

"Os membros devem ler as defesas, ouvir os deputados acusados para tomar a decisão mais justa possível", afirmou o deputado, que negou a existência de negociação no sentido de uma renúncia coletiva dos seis petistas citados nos relatórios das CPIs. "Vou insistir junto à mesa na minha defesa e depois, se for o caso, vou chegar ao conselho ou até ao plenário com muita tranqüilidade, seguro, sereno de que eu não mereço pena de cassação."

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