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15/08/2008 17:14

Idosos:Uso preventivo de serviços odontológicos é baixo

Agência Notisa

Estudo mostra que os motivos são semelhantes entre dentados e edentados: iniqüidade, barreiras financeiras, problemas de acesso ou falta de informações. Qualidade de vida acaba sendo prejudicada.



A condição de saúde bucal da população idosa melhorou nos últimos anos, mas ainda deixa a desejar. Os idosos carregam a herança de um modelo assistencial centrado em práticas curativas e mutiladoras, o que resultou em um quadro atual precário, com ausência de dentes, acúmulo de necessidades de tratamento e grande demanda por serviços protéticos. Levando em consideração a escassez de estudos que tenham investigado características associadas ao uso de serviços odontológicos por rotina entre idosos, Andréa Maria Martins e equipe da Universidade Estadual de Montes Claros resolveram conhecer os fatores associados ao uso regular desses serviços, utilizando os dados obtidos no levantamento epidemiológico das condições de saúde bucal dos brasileiros - Projeto SB Brasil - conduzido pelo Ministério da Saúde em 2002 e 2003.



Esse levantamento foi conduzido entre 108.921 indivíduos, 85% do total da amostra prevista (127.939), residentes em 250 municípios. De acordo com artigo publicado na edição de julho de 2008 dos Cadernos de Saúde Pública, “o uso por rotina é um importante preditor da saúde bucal. Os pacientes que fazem uso regular dos serviços odontológicos (uma vez por ano nos últimos cinco anos) geralmente recebem tratamento que conservam a estrutura dental, enquanto aqueles que vão ao dentista apenas em situações de emergência, recebem tratamentos mais radicais como exodontias e próteses. Além disso, indivíduos que realizam visitas preventivas estão menos propensos a se ausentar do trabalho e têm menor número de horas de trabalho perdidas”.



No estudo, a equipe constatou que, entre idosos brasileiros participantes do Projeto SB Brasil, 2.305 eram dentados, 2.704, edentados, e que a prevalência do uso de serviços odontológicos por rotina foi de 20% e 17%, respectivamente. Segundo os especialistas, “entre dentados, o uso foi maior entre aqueles com maior escolaridade e menor entre residentes no Norte e Nordeste; na zona rural; que não usaram no último ano; que não foram informados sobre como evitar problemas bucais; que relataram dor; que necessitavam de próteses e de tratamento periodontal; que autoperceberam sua mastigação regular; cuja condição bucal afetava o relacionamento; que autoperceberam sua fala ruim/péssima. Entre edentados, o uso por rotina foi maior entre aqueles com maior escolaridade e entre usuários de serviços pagos. Foi menor entre não brancos; residentes no nordeste; na zona rural; que não usaram no último ano; que não foram informados sobre como evitar problemas bucais; os com menor renda; que necessitavam de prótese; cuja condição bucal afetava o relacionamento. Iniqüidades, barreiras financeiras e falta de informações parecem prejudicar o uso rotineiro, indicando necessidade de políticas públicas”.



Os pesquisadores ressaltam que os fatores associados ao uso por rotina nos dois estratos, dentados e edentados, foram semelhantes. “Enfim, seja por iniqüidade, por barreiras financeiras, por problemas de acesso ou por falta de informações, o uso dos serviços odontológicos por rotina nos dois estratos é baixo e apresenta impacto na qualidade de vida dos idosos brasileiros. Verifica-se a necessidade de políticas de saúde que busquem facilitar o desenvolvimento de programas educativos e garantir o acesso e o uso dos serviços odontológicos por rotina principalmente entre os que mais necessitam, viabilizando a manutenção da qualidade de vida na terceira idade”, afirmam no artigo.



Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

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