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09/03/2004 14:51

Greve dos policiais federais suspende mil inquéritos

Marta Ferreira e Patrícia Hadlich / Campo Grande News

Em ato simbólico esta manhã, policiais federais que atuam em Mato Grosso do Sul depositaram em uma mesa as armas e as algemas que usam, para deflagrar a paralisação da categoria em todo o País, a primeira desde 1994. O ato foi na superintendência da Polícia Federal em Campo Grande, onde cerca de 100 agentes estavam concentrados. Além da “entrega” das armas e algemas, eles trocaram o tradicional colete preto escrito Polícia Federal por um colete amarelo com as inscrições: Polícia Federal, para que se cumpra a lei.
A greve dos policiais federais vai parar, só em Mato Grosso do Sul, mil inquéritos que estão correndo, que envolvem desde o tráfico à lavagem de dinheiro. Além disso, a emissão de passaportes, que é feita pela corporação, também está suspensa. Só casos urgentes devem ser atendidos.
Em todo o Estado, o efetivo da corporação é de 300 policiais. A principal reivindicação da categoria é que os salário de um agente, hoje na casa dos R$ 3 mil, passe para R$ 4,8 mil, ou seja, um aumento de 60%. A classe também quer a realização de concurso para preencher 1,5 mil vagas no País.
O presidente do Sinpef (Sindicato dos Policiais Federais no Estado), Sidney Cuisse, reconhece que a greve traz prejuízo à sociedade e pode fazer mal à imagem da corporação, mas diz que ela foi a única saída, uma vez que não houve negociação com o governo.
Cuisse diz, ainda, acreditar que o governo tenha “empurrado” a categoria para a greve, para, segundo afirma, abafar o escândalo Waldomiro Diniz e paralisar os inquéritos sobre o caso.
O último movimento grevista na Polícia Federal, em 1994, durou 60 dias. Dessa vez, o presidente do Sinpef prevê uma greve “difícil e duradoura”. Ele alega que, em relação aos salários, o que está sendo reivindicado não é reajuste, e sim uma readequação prevista desde 1996, quando passou a ser exigido curso superior para ser agente federal.

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