Cassilândia, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

Últimas Notícias

30/09/2007 01:05

Familiares das vítimas e Gol divergem sobre acordos

Wellton Máximo /ABr

Brasília - Um ano depois do acidente da aviação brasileira que tirou a vida de 154 pessoas, a companhia aérea Gol e os familiares das vítimas discordam sobre o total de acordos extrajudiciais fechados. Segundo a empresa, mais de 30 famílias foram indenizadas, mas a Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo Gol 1907 alega que o número não passa de 25.

Segundo o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, até agora foram fechados 32 acordos, mas, alegando questões de privacidade, ele não mencionou o valor desembolsado pela companhia. Ele fez a afirmação pouco antes do ato ecumênico organizado pela empresa em Brasília que hoje (29) lembrou o primeiro aniversário do desastre, mas o mesmo número foi divulgado pela empresa na sexta-feira.

Nas estimativas dos familiares, no entanto, os números são diferentes. Segundo a presidente da associação, Angelita de Marchi, 110 famílias ingressaram com ações judiciais nos Estados Unidos, cinco entraram com ações no Brasil e 15 não constituíram advogado nem no Brasil nem no exterior. “Pelas nossas contas, as cerca de 25 famílias que sobram é que fecharam acordo com a Gol”, afirma.

Para Angelita, a responsabilidade do acidente foi dos pilotos americanos Joe Lepore e Jan Paladino, que pilotavam o jato Legacy que colidiu com o Boeing da Gol, mas a companhia também tem a obrigação de pagar indenização. “A Gol pode pagar as vítimas e tentar reaver o dinheiro nos Estados Unidos”, rebate.

Familiares também reclamam da falta de apoio da empresa e cobram mais agilidade nas negociações. A servidora pública Eulália Machado de Carvalho, que perdeu o marido, Luiz Antônio Pereira de Carvalho, passageiro do vôo 1907, alega que entregou a documentação à companhia no final de junho e até hoje não obteve resposta. “Os documentos não foram devolvidos e não me dão justificativa nenhuma”, declara.

Para Constantino, não existe demora na realização dos acordos, mas uma dificuldade natural em alcançar o consenso. “A gente tem disposição de chegar ao acordo com todas as famílias, mas nem sempre isso é possível porque é muito difícil definir o valor de uma vida humana”, alega Constantino.

Outra divergência entre os familiares e a companhia diz respeito à renovação do plano de saúde para os parentes das vítimas. Durante um ano, a Gol forneceu auxílio médico e psicológico para os familiares dos mortos, que agora pedem a renovação do benefício e acusam a empresa de não dar resposta. “Fizemos um convite para uma reunião com a direção da Gol, mas a companhia não se pronunciou”, afirma Angelita, presidente da associação.

O presidente da Gol afirmou que pretende estender o benefício a quem, de fato, utilizou o auxílio no período em que foi oferecido. “Poucas pessoas tiveram necessidade de usar o plano, mas a nossa proposta é renovar o auxílio por algum tempo”, respondeu Constantino, que não mencionou de quanto seria o prazo extra. Ele alegou ainda desconhecer qualquer convite para se encontrar com a associação.

Organizado pela Gol em parceria com a Legião da Boa Vontade (LBV), o ato ecumênico reuniu familiares de cerca de 50 das 154 vítimas do vôo 1907 no Jardim Botânico de Brasília e teve orações, cantos e pronunciamentos de líderes de diversas religiões. No final, os participantes soltaram balões brancos, e fincaram placas com o nome dos mortos nas 154 mudas de ipê branco plantadas há quatro meses no Jardim Botânico de Brasília em homenagem às vítimas por iniciativa do Ministério Público do Distrito Federal.


Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
Últimas notícias
Scroller Top
Sábado, 03 de Dezembro de 2016
06:50
Loterias
Sexta, 02 de Dezembro de 2016
10:00
Receita do Dia
Quinta, 01 de Dezembro de 2016
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)