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10/04/2015 17:10

Falta de verba pode fechar Santa Casa na Capital e mais sete hospitais em MS

Campo Grande News

O déficit nas contas não é um problema restrito a Campo Grande. Além da Santa Casa da Capital, mais sete hospitais no interior do Estado podem fechar as portas por falta de recursos, segundo o secretário estadual de Saúde, Nelson Tavares. Ele fez a revelação ao participar, na manhã de hoje, da reunião para discutir a crise na saúde campo-grandense.

Em Campo Grande, o maior estabelecimento hospitalar estadual condiciona a permanência do atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) ao repasse de R$ 3 milhões por mês. O prefeito Gilmar Olarte (PP) sinalizou que mantém a verba, mas quer rachar a ajuda com o Estado, que ficaria com 50%.

No entanto, segundo o secretário estadual de Saúde, a situação é complicada. Ele destacou que existem oito pedidos de socorro dos hospitais.

A Santa Casa de Corumbá e os hospitais regionais de Aquidauana e Paranaíba estão fechando as portas. A situação se repete nas cidades de Três Lagoas, Bataguassu, Naviraí e Bela Vista. Ele destacou que a saúde movimento em torno de R$ 2 bilhões no Estado, mas não há recurso para organizar a crise financeira.

A Santa Casa de Bataguassu pediu ajuda de R$ 70 mil por mês. O Hospital de Naviraí quer mais R$ 700 mil, mas já suspendeu o atendimento aos pacientes dos municípios vizinhos.

No entanto, o caos também compromete a rede privada. De acordo com Tavares, pacientes particulares também estão sofrendo com a falta de leitos. Neste caso, os pacientes são encaminhados e atendidos na rede pública.

A crise econômica complica ainda mais a situação, na avaliação do secretário. Outro problema é a municipalização da saúde, porque as prefeituras possuem autonomia na gestão dos recursos. “Cada um trabalhando por si, que é a mãe dessa desorganização que a gente vê hoje. O Estado volta a desempenhar o papel de coordenador”, destacou.

Uma das saídas para a crise é a reestruturação da rede hospitalar estadual. Alguns estados conseguiram reestruturar e avançar mais que Mato Grosso do Sul, de acordo com Nelson Tavares. “Nós não podemos fazer mais do mesmo”, destacou.

Na sua avaliação, o novo modelo, proposto pelo Governo estadual, dará certo e deverá melhorar o sistema. “A saída é exatamente essa na área de saúde, trabalhar para reestruturar a lógica”, destacou. E reconheceu o setor é apontado como ruim e considerado prioridade por 80% da população sul-mato-grossense.

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