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19/01/2007 13:29

Empréstimo no BB pode ser alternativa para salário

Maristela Brunetto e Graciliano Rocha/Campo Grande News

Os representantes de servidores públicos rejeitaram a proposta do governador André Puccinelli de pagar o salário de dezembro em seis parcelas, começando do final de fevereiro. Diante da resposta, começa a ser articulada outra alternativa. Um grupo de oito sindicalistas e o próprio governador se reúnem com representantes do Banco do Brasil no fim da tarde para discutir um empréstimo.

A idéia é ousada- pedir ao banco que libere o valor para a folha sem cobrança de juros e o governo pagaria o valor em seis parcelas de cerca de R$ 22,5 milhões. Este é o valor previsto para o pagamento do salário parcelado, como sugeriu o governo. Um representante do banco- Jéferson Raposo- acompanhou a reunião entre o governador, grupo de secretários e representantes de servidores, que durou toda a manhã.

Segundo Puccinelli, a folha custa R$ 136 milhões; bruto o valor sobe para R$ 189 milhões, segundo ele.

A discussão da proposta criou o cenário para mais uma vez se falar em venda da carteira de contas dos servidores, como forma de pressionar a instituição. O Banco do Brasil pagou R$ 65 milhões no ano retrasado ao Governo Zeca para continuar administrando as contas. Puccinelli lembrou que na época, o Bradesco chegou a sugerir R$ 94 milhões e disse que pode conversar com o banco.

Se romper com o BB, o governo terá de pagar pelos quatro anos que ainda restam do contrato, seria algo em torno de quatro parcelas de R$ 13 milhões. A leitura geral dos sindicalistas é que compensa ao banco negociar e continuar sendo a instituição oficial.

O BB sugere aos servidores prorrogar empréstimos contraídos, uma vez que muitos não têm como honrar com a prestação do valor descontado em folha. Os contratos poderiam subir de 36 para 45 meses, com incidência de juros de 1,85% ao mês. O presidente da Adepol (Associação dos Delegados), Marcelo Vargas, reprovou a incidência de juros. “Se formos obrigados a pagar juros, vamos acionar o Estado”.

Puccinelli já deu a resposta. Disse que não aceita pagar juros na proposta do banco referente aos empréstimos existentes.

Análise- Puccinelli apresentou uma série de planilhas aos servidores com dados sobre receitas e despesas. Técnicos dos sindicatos vão checar as informações. Um erro, por exemplo, foi a inclusão de professores da UEMS entre os servidores sem salário. Puccinelli reconheceu que esta incorreta a inclusão. Também foi incluída a folha de inativos, que custa cerca de R$ 40 milhões, porém ela é paga pelo MS Prev.

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