Cassilândia, Domingo, 15 de Julho de 2018

Últimas Notícias

03/07/2018 18:00

Empresas negam calote e criticam ação de clandestinos fora da rodoviária

Campo Grande News
Ele foi juiz em Cassilândia (Foto: TJMS)Ele foi juiz em Cassilândia (Foto: TJMS)

Empresários do setor de transporte rodoviário de passageiros em Mato Grosso do Sul negam a existência de um calote junto ao Consórcio Socicam, que administra o terminal rodoviário de passageiros de Campo Grande, pela falta de pagamento da chamada “tarifa de acostamento”. Além disso, contestam a existência da taxa diante da cobrança pelo uso do serviço por usuários e, ainda, apontam prejuízos à atividade com a operação de veículos ilegais no transporte de passageiros.

O consórcio reconhece as negociações internas para tentar receber pela tarifa de acostamento –R$ 16,93 por cada vez que o ônibus chegar ao terminal–, sendo que a Agereg (Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados) promete interceder em favor da Socicam. Presidente do Rodosul (sindicato que reúne 17 empresas de transporte intermunicipal), Oswaldo César Possari afirma que a atuação de clandestinos, em paralelo a cobranças extras no setor, prejudicam a atuação.

“Veja os vanzeiros que param fora da rodoviária, por exemplo”, afirma. “Para Porto Murtinho são quase R$ 5 de taxa de embarque por passageiro, e do lado de fora da rodoviária a van que embarca o mesmo passageiro não cobra isso. Se já recolhe taxa de embarque, e enquanto concessionário público sou obrigado a parar ali, não teria de recolher a taxa de acostamento”, prosseguiu Possari.

O empresário afirma haver jurisprudências, com decisões da Justiça em São Paulo e no Paraná, que já derrubaram a tarifa de acostamento –de cerca de R$ 16, cobrada por cada ônibus que estaciona no terminal de passageiros. “Tanto que (a Socicam) não executou, não protestou. Tentam receber isso por força de um contrato com a prefeitura”, afirmou, lembrando que a cobrança foi instituída na concessão das operações da rodoviária para o consórcio.

Campo Grande seria a única cidade do Estado onde a cobrança da tarifa de acostamento existe.

Avulsos – Oswaldo Possari afirma, ainda, que a persistência na cobrança da tarifa de acostamento inviabiliza o uso da rodoviária pelas empresas. “Se for para pagar isso, compensa não ter rodoviária e cada empresa achar o melhor lugar para (seus ônibus) saírem”.

Até a inauguração do Terminal Rodoviário Senador Antônio Mendes Canale, algumas empresas optavam por embarcar seus passageiros em terminais particulares –prática proibida pela prefeitura com a abertura da rodoviária nova.

O presidente do Rodosul defende, ainda, que a cidade descentralize o embarque de passageiros, mesmo que por meio de “mini-rodoviárias”. “Quem vai para Bandeirantes da saída para Cuiabá demora mais tempo para ir a rodoviária, que está fora de mão. Como em São Paulo, onde há vários terminais rodoviários, seria ideal Campo Grande ter uma mini-estação em cada local. Como não existe, tentam criar taxas para a Socicam se tornar mais superavitária do que é”.

Possari considera que tanto a tarifa de acostamento como as taxas de embarque são estímulos para a ilegalidade no serviço, já que as cobranças extras empurram passageiros para vans e ônibus sem autorização para operar.

“As rodoviárias tentam sobreviver cobrando altas taxas e quem viaja de ônibus é a população mais carente. Aí este vai de carona amiga, embarca do lado de fora em vans irregulares, que são mais competitiviso que nós, quetemos de trabalhar no terminal rodoviário”.

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Domingo, 15 de Julho de 2018
10:00
Receita do dia
09:00
Santo do dia
06:50
Dia de Sorte
Sábado, 14 de Julho de 2018
14:20
Cassilândia
10:00
Receita do dia
09:00
Santo do dia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)