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11/10/2014 07:52

Em alerta, secretário fica “apreensivo” com o 1º caso de Ebola no Brasil

Campo Grande News

Desde as primeiras horas da madrugada desta sexta-feira (10), o que antes era só teoria foi colocado em prática com o primeiro caso suspeito de paciente contaminado pelo vírus ebola no Brasil. Apesar de o caso ter sido notificado em Cascavel, interior do Paraná e mais de 600 quilômetros de distância de Campo Grande, a situação aumenta o alerta vivido em Mato Grosso do Sul e a SES (Secretaria Estadual de Saúde) classifica a situação como “apreensiva”.

O secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul, Antônio Lastória, afirma que todos os Estados estão em alerta desde que a epidemia começou a se intensificar na África e se tornou foco do Ministério da Saúde. No entanto, com o primeiro caso suspeito no país, as preocupações são ainda mais frequentes.

“Nós continuamos as ações que já estamos desenvolvendo e estamos apreensivos, nosso objetivo é seguir o protocolo do Ministério da Saúde e agora que a doença pode ter chegado ao Brasil, torcemos para que não chegue a Mato Grosso do Sul”, explica.

Uma vez por semana, reuniões por meio de teleconferências são feitas entre os 27 estados, coordenadas pelo Ministério da Saúde, para avaliação de todo o aparato necessário para combater infecções pelo vírus. Lastória ressalta que a maior preocupação é o transporte do paciente.

“Nos preocupamos com o manejo porque é aí que podem haver novas contaminações e casos da doença”. Caso algum caso suspeito seja diagnosticado em qualquer cidade de Mato Grosso do Sul, as ações feitas pelas secretarias municipais e Estadual serão semelhantes às desenvolvidas por Cascavel e o Paraná.

“Se houver alguma suspeita, o paciente é isolado e a secretaria municipal deve avisar a secretaria Estadual, depois disso, uma aeronave da aeronáutica é mobilizada para o transporte do paciente até o Rio de Janeiro, cidade referência para os casos”, diz.

Na Capital, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) é o serviço que está de prontidão para transporte de pacientes. Além de Campo Grande, Bela Vista, Bonito, Corumbá, Dourados, Mundo Novo, Ponta Porã, Porto Murtinho e Três Lagoas serão as cidades onde há hospitais referência para o atendimento dos casos.

Os kits de equipamentos de isolamento, que são compostos por macacões, luvas, toucas, visor e protetores para os pés, estão na sede da SES e já começaram a ser retirados pelos municípios.

Um dos agravantes de Mato Grosso do Sul em relação a outros Estados é a extensa fronteira com outros países. A gerente de vigilância em saúde da Prefeitura de Ponta Porã, Marina Marques Derzi, afirma que o contato com a vigilância do Paraguai é intenso.

“Eles estão preocupados com a suspeita do Paraná e estão tomando precauções em relação a forma de atendimento deles. Falei com a enfermeira de Pedro Juan hoje e ela descartou qualquer tipo de suspeita lá, inclusive, de que tenham africanos por lá. Mas eles estão em alerta”, diz a gerente que ressalta ainda as capacitações feitas em Campo Grande há dois meses sobre o vírus.

Prevenção e sintomas - O ebola é transmitido pelo contato direto com o sangue, fluidos corporais e tecidos de animais ou pessoas infectadas. Entre os sintomas da doença estão febre, dor de cabeça, garganta inflamada, dor nas articulações e fraqueza. A incubação do vírus pode levar até 21 dias.

Não uma maneira de se prevenir a não ser evitar o contato com pessoas infectadas. Por isso, em casos suspeitos, o uso de materiais de isolamento são essenciais.

 

Em alerta, secretário fica “apreensivo” com o 1º caso de Ebola no Brasil
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