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19/10/2006 08:36

Crise derruba consumo de energia em indústrias de MS

Fernanda Mathias - Campo Grande News

O efeito em cadeia da crise gerada no agronegócio, com quebra de safras, preços em baixa, real valorizado, gripe aviária na Europa e febre aftosa refletiu diretamente no setor energético. A EPE (Empresa de Pesquisa Energética), ligada ao Ministério das Minas e Energia, divulgou esta semana levantamento que aponta redução de 2% no consumo de energia elétrica no setor industrial em Mato Grosso do Sul.

No Estado vizinho, o Mato Grosso, houve redução de 3% no consumo de janeiro a agosto deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Isso ao passo em que no cenário nacional o setor industrial demandou 3,8% mais energia que de janeiro a agosto do ano passado.

A Avipal, empresa que ocupa a 10ª colocação no ranking dentre os principais exportadores do Estado, é uma das empresas que reflete a queda no consumo de energia, embora pelo contrato de franquia o valor pago pelo insumo não tenha variado.

Segundo dados da área de Produção, de um patamar de 1 milhão de quilowatts consumido no início do ano, quando operava com capacidade plena, em meados de abril a empresa chegou a registrar consumo de 350 mil quilowatts. A energia representa cerca de 20% do custo de produção da empresa que, diante da redução do ritmo de compras pelo mercado externo acabou demitindo mais de 300 pessoas, agora já recontratadas. A média diária de abates, de um patamar de 150 mil animais ao dia chegou a 105 mil e hoje já está na casa dos 160 mil. A recuperação veio depois de julho. A crise foi motivada basicamente pela retração no consumo gerada pelos casos de gripe aviária registrados na Europa.

O presidente do Sindvest (Sindicato da Indústria do Vestuário), José Francisco Veloso, destaca que o setor também sofreu abalos este ano, mas neste caso especialmente por conta da concorrência com os produtos chineses.O maior baque, diz, foi para indústrias de grande porte estabelecidas em Três Lagoas, que acabaram ajustando a produção para baixo, em função do mercado.

Expansão – Na contramão de indústrias que amargaram perdas, há outras que estão expandindo a produção. A Semallo, por exemplo, detentora da marca Jumbitos, de salgadinhos, espera fechar 2006 com crescimento de 15%, segundo o diretor Sérgio Marcolino Longen. A empresa, nascida em Campo Grande, há 14 anos, hoje atende a 20 estados brasileiros e tem também uma unidade em João Pessoa, na Paraíba. Seus principais mercados estão no Norte e Nordeste e o grupo conseguiu atravessar bem o período de adversidade.

“Com a crise e problemas como aftosa nossas vendas caíram até 50% em Mato Grosso do Sul e no Mato Grosso e agora estão voltando à normalidade. Mas no litoral o consumo aumentou”, compara, explicando que na crise o redirecionamento da produção é a estratégia. Diferente de outras indústrias, a Semallo projeta encerrar este ano com aumento de 10% no consumo de energia.

O consumo pelo setor comercial em Mato Grosso do Sul apresentou reação, mas de apenas 1%, ao passo em que a média nacional de expansão no segmento foi de 4,1%. A Enersul não comentou a pesquisa, justificando que precisaria de levantamentos.

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