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24/04/2011 10:59

Cresce o número de aidéticos em Mato Grosso após o carnaval

Jayson Nascimento e Redação 24 Horas News

A representante de Mato Grosso na Comissão Nacional DST/ AIDS, Mariúva Valentim Chaves, revelou que em menos de 20 dias após o Carnaval, pelo menos cinco pessoas em Rondonópolis, no Sul do Estado, descobriram que são soro positivo. A doença foi confirmada em exames. Mariuva alertou que o número de pessoas contaminadas continua aumentando na cidade e também no próprio Estado e criticou as pessoas que “banalizam a gravidade da doença”.

Houve um acréscimo de aproximadamente 70% nos teste, em comparação aos demais meses do ano. “Infelizmente esse aumento nos teste, após grandes eventos como o Carnaval e Exposul, demonstra que as pessoas têm consciência da doença, mas não se cuidam como deveriam” – frisou a ativista.

Mariuva explicou que o ideal é a pessoa realizar o exame 90 dias depois da relação sexual, quando a possibilidade de dar um falso negativo é menor – o que não tem acontecido. “Todas as pessoas devem realizar o teste para saber se são portadoras do vírus HIV ou não. Quanto antes for diagnosticado maior a possibilidade de controlar a evolução da doença”. Segundo ela, o trabalho de combate a AIDS é intenso e requer esforço.

Durante os 30 anos de combate a doença, a AIDS atingiu alguns grupos sociais. O primeiro deles foram os homossexuais, houve um grande número de pessoas que foram contaminadas e foi necessário intensificar o trabalho para que se prevenissem mais. O segundo grupo foram as mulheres casadas. Hoje as campanhas são voltadas para a juventude, principalmente as moças, pois a vida sexual inicia se mais cedo e com menos consciência, com isso o número de garotas contaminadas tem crescido muito.

A ativista atribui esse acréscimo a dois fatores: o primeiro ao fato que a mulher é mais emotiva e após alguns encontros dispensa o uso de preservativo; e o segundo motivo seria o fato desta geração ter crescido ouvindo falar na doença e a achar que é uma doença comum como uma gripe.

“Em média a sobrevida de um soro positivo é de 25 anos, mas a pessoa precisa ter um controle rigoroso quanto aos hábitos de vida, uso dos remédios e a frequência nas consultas médicas e exames”, argumentou Mariúva.

De acordo com a representante na Comissão Nacional, Rondonópolis é o município do Centro-Oeste que mais desenvolve trabalhos de combate ao HIV, como por exemplo, o teste rápido em 90% das unidades de saúde, o trabalho de prevenção com índios, o teste com todas as pessoas que são presas no presídio da Mata Grande e caso seja positivo é oferecido tratamento e o exame com todas as gestantes.

Mariúva comenta que há um projeto que será aplicado nas escolas, onde haverá palestras e os alunos serão multiplicadores de informação e dos cuidados que as pessoas devem ter para não serem contaminadas.

Quando as pessoas são diagnosticadas como portadoras do vírus HIV é oferecido todo tipo de tratamento médico e psicológico, além dos remédios que sempre estão à disposição.

Uma pessoa contaminada que tenha uma vida sexual ativa, infecta no mínimo mais 15 pessoas, até saber que é portadora da doença. Mariúva comenta ainda que infelizmente as pessoas têm medo de realizar o teste, que é gratuito e sigilo, e quando descobrem que são soro positivas já apresentam doenças como tuberculose ou pneumonia e a recuperação é mais difícil.

“Todas as pessoas devem realizar o teste para saber se são portadoras do vírus HIV ou não. Quanto antes for diagnosticado maior a possibilidade de controlar a evolução da doença”, concluiu.

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