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11/12/2007 08:10

Corino Rodrigues de Alvarenga: Viva a CPMF!

Corino Rodrigues de Alvarenga

Sei que você não irá concordar comigo, meu dileto e minha dileta leitora, mas eu sou favorável à CPMF. Aliás, eu estou do mesmo lado que os camaradas tucanos, como o Fernando Henrique, que tiveram a brilhante idéia de criar o imposto provisório que virou permanente. No Brasil é assim: provisório é permanente, permanente é provisório e até o absoluto é relativo. Ou não, como diria Caetano.
Sou a favor da CPMF porque a considero um mecanismo de distribuição de renda. Aliás, sou tão favorável que me transformei num economista de ocasião para criar uma tabelinha, com percentuais diferenciados conforme os valores dos cheques emitidos por aí. Eis aí a minha contribuição para aumentar ainda mais a distribuição de renda neste País:
1. Cheque com valor até R$ 50.000,00, taxa de 0,38%;
2. Cheque com valor até R$ 500.000,00, taxa de 0,50%;
3. Cheque com valor até R$ 1.000.000,00, taxa de 0,75%;
4. Cheque com valor superior a R$ 1.000.000,00, taxa de 1,0%.
Você acha injusto cobrar tais taxas como CPMF?
Injusto, meu amigo, é ver milhões de brasileiros vivendo à margem da sociedade, na mais absoluta miséria, passando fome, sem emprego, sem lenço, sem documento, enquanto os ricos e milionários vivem no bem-bom, às custas do erário deste País, roubando, superfaturando mercadorias e serviços, metendo a mão no caixa dois, mandando dinheiro para os paraísos fiscais, sonegando impostos, lesando e malversando verbas que iriam para a saúde e a educação.
Injusto, minha amiga, é isso.
CPMF neles!
Não adianta agora o nobre senador Arthur Virgílio fazer lindos discursos contra a CPMF. Se a CPMF fosse ruim, ele não teria feito tantos discursos, no Senado, a favor dela. O que era bom para Fernando Henrique é bom para Lula, ora, ora!
Não que eu defenda os erros de português do nosso querido presidente e muito menos os seus grotescos erros administrativos. Se Lula é ruim falando e fazendo, o problema é nosso também. Só que o buraco é mais embaixo.
É infinitamente melhor ter dinheiro sobrando nos programas sociais do que nos paraísos fiscais. Os mais abastados, como diria Collor de Mello, “virem-se!”
Já que não conseguimos acabar com a indústria da roubalheira neste País mesmo, o jeito é democratizar o resultado. CPMF nos ricos significa – pelo menos eu espero que sim – um pouco mais de dinheiro nas mãos dos mais carentes.
O Brasil possui a maior concentração de renda do planeta e a CPMF é o único mecanismo para combater a miséria.
E não adianta você dizer que o grande problema da pequena e micro empresa são os impostos. O próprio Sebrae fez pesquisa há algum tempo aí e chegou à conclusão de que o grande problema das empresas brasileiras não está na carga tributária, mas no fato de que o empresário brasileiro mistura o pessoal com o empresarial, ou seja, gasta além da conta e se dá mal. Em vez de investir na expansão da empresa, tira dinheiro do caixa para comprar vestidos e jóias para a esposa e para a amante, dá jet sky para o filhão e põe carro importado na garagem, sem olhar para o tamanho da conta toda.
Sou a favor da CPMF e pronto. Deu cheque, tome imposto!
Aliás já dizia Benjamin Franklin: “Só há duas coisas inevitáveis na vida: os impostos e a morte.” Assino embaixo. Tô com ele e não abro. E com a CPMF também.

Corino Rodrigues de Alvarenga
Contato com o colunista:
corinorodrigues@hotmail.com

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