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28/10/2006 06:22

Conselho de Ética já recebeu 66 das 67 defesas

Agência Câmara

Conselho de Ética já recebeu 66 das 67 defesas
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que retoma suas atividades normais na próxima semana, já recebeu as defesas de 66 dos 67 deputados acusados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Sanguessugas. Falta apenas a defesa do deputado Cabo Júlio (PMDB-MG).
Todos os acusados negam as denúncias. Alguns responsabilizam seus assessores por recebimento indevido de dinheiro, outros afirmam que os depósitos têm outras finalidades, como contribuição de campanha. Todos questionam a credibilidade dos empresários, que são réus confessos e obtiveram o benefício da delação premiada.
A grande maioria dos deputados é acusada pelos empresários Luiz Antônio e Darci Vedoin de receber 10% do valor de cada emenda executada por prefeituras ou entidades não-governamentais em benefício de empresas do esquema das sanguessugas. Em muitos casos, os empresários dizem que os próprios deputados acertavam o direcionamento das licitações. Os pagamentos de propinas teriam ocorrido de diversas formas: em dinheiro e em cheques, para assessores e/ou para os próprios deputados ou parentes destes. Em alguns casos, também teriam sido doados a deputados veículos de passeio ou utilitários.


Conheça a acusação contra João Grandão, deputado de MS e sua defesa

Acusação:
O empresário Luiz Antônio Vedoin afirma ter feito acordo com o deputado João Grandão (PT-MS), pelo qual este receberia 10% do valor das emendas de sua autoria que fossem executadas por meio de empresas do esquema das sanguessugas.
Segundo Vedoin, o próprio João Grandão se reuniu com prefeitos em seu escritório em Dourados (MS) para acertar os detalhes sobre as fraudes das licitações. Vedoin e a empresa Klass, de sua família, teriam efetuado transferências de R$ 25 mil para contas bancárias de assessores do parlamentar. A quantia, diz o empresário, foi repassada depois para o deputado.

Defesa:
João Grandão nega ter recebido recursos de Luiz Antônio Vedoin ou de qualquer pessoa indicada por ele. O parlamentar destaca que os pagamentos citados no depoimento não foram efetuados na ocasião da apresentação de emenda ou da liberação dos recursos, conforme o próprio empresário explicara.
O deputado ainda afirma que não tem ligação com as pessoas indicadas por Vedoin como intermediárias dos pagamentos. A defesa apresenta documento do Departamento de Pessoal da Câmara comprovando que Francisco Machado Filho, apontado como beneficiário de R$ 10 mil da empresa Klass, nunca ocupou cargo no gabinete de João Grandão nem possui vínculo com ele.
O outro beneficiário, Jamil Felix Naglis Neto, não era assessor do deputado havia dois meses e 25 dias quando recebeu o depósito de R$ 15 mil da Klass, em 27 de maio de 2003. A defesa também cita declaração funcional da Câmara, na qual o assessor ficou lotado no gabinete do parlamentar até 5 de março de 2003.
O deputado nega ter se reunido com prefeitos beneficiados pelas emendas. A defesa inclui declarações dos prefeitos negando a existência da reunião citada por Vedoin. João Grandão ainda explica que seu gabinete chegou a ligar à Planam para cobrar o cumprimento de contratos da empresa com as prefeituras.

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