Cassilândia, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

Últimas Notícias

08/06/2004 14:20

Congresso vai discutir doença que mata mais que câncer

Acontece em Curitiba, entre 11 e 15 próximos, o XI Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva (VIII Fórum Latino-Americano de Ressuscitação e Emergências Cardiovasculares e I Simpósio de Emergências Médicas) com o firme propósito de chamar a atenção para as novidades no combate à sepse (nova denominação da septicemia), uma das doenças que mais mata no Brasil e no mundo.

O evento, que deverá reunir mais de três mil médicos de todo o país, trará como novidade o lançamento na América Latina da campanha "Sobrevivendo à Sepse", um consenso internacional com as últimas recomendações de tratamento desta doença, que apresenta altos índices de mortalidade - entre 30 e 50% dos casos.

“A sepse é, sem dúvida, o grande desafio deste século”, afirma o médico intensivista Eliézer Silva, responsável pelo Centro de Terapia Intensiva do Hospital Albert Einstein e presidente do Instituto Latino Americano para Estudos da Sepse, que será oficialmente lançado até o fim deste mês.

O documento que dá base à campanha “Sobrevivendo à Sepse” foi elaborado por três das mais importantes sociedades de medicina intensiva do mundo - a Society of Critical Care Medicine, dos Estados Unidos, a European Society of Intensive Care Medicine e o International Sepsis Forum. Mas, além delas, mais onze entidades médicas dão respaldo ao termos do consenso que visa a redução das mortes em decorrência da sepse.

“Trata-se do maior evento brasileiro de medicina intensiva de todos os tempos e já estamos com quase 4.000 inscrições”, comenta o médico paranaense Álvaro Réa Neto, presidente do Congresso. Para ele, o interesse pela terapia intensiva cresceu muito nos últimos anos e, hoje, UTI é sinônimo de “porta para a vida” e de tratamento muito mais humanizado e afetuoso.

Segundo Réa Neto, a sepse, uma forma gravíssima de infecção, vai receber atenção especial durante o evento e render boas novidades: hoje, novos tratamentos garantem melhora de sobrevida e da própria qualidade de vida dos pacientes.

De difícil diagnóstico, a sepse é motivada por uma infecção, que determina resposta inflamatória generalizada, disfunção de órgãos e pode levar rapidamente à morte. Essa condição pode vitimar qualquer um, principalmente os portadores de infecção associada a eventos como pneumonia, traumatismo, cirurgias e queimaduras, ou então, câncer e AIDS.

Quase um terço dos pacientes de UTIs ou já chegam com sepse ou a desenvolvem quando lá permanecem por algum tempo. A doença é a principal causa de mortes em UTIs em todo o mundo. No território nacional, a sepse grave é a causa de 70 mil internações ao ano. Nos Estados Unidos, há 700 mil novos casos de sepse grave anualmente. No mundo, a sepse mata mais do que a AIDS, o câncer de mama e tanto quanto o infarto. Prevê-se que haverá um aumento de 140% na incidência de sepse nos próximos dez anos.



No Brasil, Tancredo Neves é uma das mais conhecidas vítimas da sepse no passado recente. A sepse grave é mais comum em idosos do que na população geral. Pacientes com mais de 65 anos gastam mais de 50% do orçamento da Saúde e respondem por cerca de 60% dos dias de UTI. Pessoas com mais de 75 anos gastam sete vezes mais dias de UTI do que a população mais jovem.



Entre as recomendações do consenso, estão o uso da proteína C ativada humana recombinante em pacientes com sepse grave e alto risco de morte. Este é o princípio ativo do medicamento Xigris (www.xigris.com.br), primeira droga específica para tratar a doença. Até a chegada deste medicamento no mercado, a sepse não contava com tratamento exclusivo e estava limitada ao controle das disfunções orgânicas e ao uso de antibióticos. Nos últimos 20 anos, inúmeros compostos experimentais para tratar esta devastadora doença foram testados sem êxito.



Rumo Comunicação Empresarial

Regina Rocha / Ana Silvia Maciel

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Sábado, 16 de Dezembro de 2017
Sexta, 15 de Dezembro de 2017
10:00
Receita do dia
Quinta, 14 de Dezembro de 2017
21:14
Loteria
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)