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30/12/2018 16:00

Como filme, ela foi expulsa de casa porque não achou "príncipe encantado branco"

Depois do amor vingar, neste ano, pela primeira vez, o casal recebeu em casa não só a família dele, como também a dela.

Campo Grande News
História de romance hollywoodiando, casal mostra que amor de verdade supera todas até o preconceito (Foto: Arquivo Pessoal)História de romance hollywoodiando, casal mostra que amor de verdade supera todas até o preconceito (Foto: Arquivo Pessoal)

O enredo é de filme hollywoodiano, desses cheios de romance e drama, em que a mocinha vive um amor proibido pela família e o casal precisa enfrentar obstáculos nunca imaginados. Pâmela Gomes Freitas, 22 e o marido, William da Silva Mattos, de 25 anos, superaram a falta de grana, o preconceito e a oposição da avó dela. Os dois foram morar juntos em apenas 1 mês de relacionamento, depois que ela foi mandada embora de casa. E a história teve de se fortalecer, com direito a vender cachorro-quente no frio de 2ºC.
Os dois se conheceram no curso de técnico de enfermagem, Pâmela era mais “nerd”, ocupava lugar na primeira fila, enquanto William fazia parte da “turma do fundão”, sempre muito brincalhão e cheio de “marra”, ela conta que “odiava” ele. “As minhas amigas diziam que eu ia acabar gostando dele, eu dizia que isso nunca iria acontecer. Até o momento em que começamos a conversar e enxerguei uma pessoa completamente diferente”, relembra.

Com marcas deixadas por uma infância conturbada, Pâmela sempre teve uma carga emocional muito grande, a mãe biológica tem problemas cognitivos que prejudicam a fala e a menina foi criada pela avó, sem a presença de um pai. As dificuldades levaram à depressão que a acompanhou durante quase toda a adolescência, com piora considerável depois da morte de um tio, figura paterna de quem ela tinha referência.

Aí, surgiu Willian. Pâmela ainda se lembra do pedido de namoro, foi em um dia de sol durante passeio no Parque Ayrton Senna no Aero Rancho, perto da casa em que William viva com a mãe, os dois estavam embaixo de uma árvore, a mesma tarde em que ela revelou o histórico de depressão e ele prometeu ser a luz, mesmo nos momentos mais conturbados da vida dela e também o “único remédio” do qual ela iria precisar dali para frente.

O choque veio depois de um mês juntos, quando Pâmela resolveu apresentar o novo namorado para a avó, que dizia sonhar para a neta que criou como filha, um “príncipe encantado, com uma situação financeira estável e branco”, exatamente o oposto de William, que na época estava desempregado e não se parecia nem um pouco com o que a avó queria.

E ela não escondeu o preconceito, dizendo na frente dele que Pâmela deveria escolher entre continuar na casa ou ir com ele, caso tivesse alguma intenção de seguir com o namoro. “Foi quando ele entrou no meu quarto e fez as minhas malas, ele começou a abrir minhas gavetas e o guarda-roupa, pegar tudo o que era meu e quando voltamos para o carro ele disse que estava me levando para morar com ele”, conta.

Com a ajuda da sogra, Pâmela conta que eles passaram a fazer uma jornada dupla, trabalhando com ela vendendo de cachorro quente até reformar o trailer antigo do pai de William para começar o próprio negócio. “Ano passado, lembro que foi a noite mais fria do ano e a temperatura chegou a 2ºc, fizemos só R$ 6,00, mesmo assim voltamos felizes para casa, como se nada tivesse acontecido, porque tínhamos o mais importante: um ao outro”, relembra.

Da realidade de filha única e criada pela avó, em que Pâmela diz ter tido todo tipo de conforto durante toda a vida, até o momento em que resolveu abrir as asas e seguir o amor por William, deixando tudo para trás, ela conta que as dificuldades financeiras só aproximaram os dois e que mesmo sem o estilo de vida que tinha antes, valeu a pena tudo o que passaram para chegar até aqui.

Comportamento
30/12/2018 08:34
Como filme, ela foi expulsa de casa porque não achou "príncipe encantado branco"
Depois do amor vingar, neste ano, pela primeira vez, o casal recebeu em casa não só a família dele, como também a dela.
Kimberly Teodoro
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História de romance hollywoodiando, casal mostra que amor de verdade supera todas até o preconceito (Foto: Arquivo Pessoal)
História de romance hollywoodiando, casal mostra que amor de verdade supera todas até o preconceito (Foto: Arquivo Pessoal)
O enredo é de filme hollywoodiano, desses cheios de romance e drama, em que a mocinha vive um amor proibido pela família e o casal precisa enfrentar obstáculos nunca imaginados. Pâmela Gomes Freitas, 22 e o marido, William da Silva Mattos, de 25 anos, superaram a falta de grana, o preconceito e a oposição da avó dela. Os dois foram morar juntos em apenas 1 mês de relacionamento, depois que ela foi mandada embora de casa. E a história teve de se fortalecer, com direito a vender cachorro-quente no frio de 2ºC.
Os dois se conheceram no curso de técnico de enfermagem, Pâmela era mais “nerd”, ocupava lugar na primeira fila, enquanto William fazia parte da “turma do fundão”, sempre muito brincalhão e cheio de “marra”, ela conta que “odiava” ele. “As minhas amigas diziam que eu ia acabar gostando dele, eu dizia que isso nunca iria acontecer. Até o momento em que começamos a conversar e enxerguei uma pessoa completamente diferente”, relembra.

Com marcas deixadas por uma infância conturbada, Pâmela sempre teve uma carga emocional muito grande, a mãe biológica tem problemas cognitivos que prejudicam a fala e a menina foi criada pela avó, sem a presença de um pai. As dificuldades levaram à depressão que a acompanhou durante quase toda a adolescência, com piora considerável depois da morte de um tio, figura paterna de quem ela tinha referência.

Aí, surgiu Willian. Pâmela ainda se lembra do pedido de namoro, foi em um dia de sol durante passeio no Parque Ayrton Senna no Aero Rancho, perto da casa em que William viva com a mãe, os dois estavam embaixo de uma árvore, a mesma tarde em que ela revelou o histórico de depressão e ele prometeu ser a luz, mesmo nos momentos mais conturbados da vida dela e também o “único remédio” do qual ela iria precisar dali para frente.

O choque veio depois de um mês juntos, quando Pâmela resolveu apresentar o novo namorado para a avó, que dizia sonhar para a neta que criou como filha, um “príncipe encantado, com uma situação financeira estável e branco”, exatamente o oposto de William, que na época estava desempregado e não se parecia nem um pouco com o que a avó queria.

E ela não escondeu o preconceito, dizendo na frente dele que Pâmela deveria escolher entre continuar na casa ou ir com ele, caso tivesse alguma intenção de seguir com o namoro. “Foi quando ele entrou no meu quarto e fez as minhas malas, ele começou a abrir minhas gavetas e o guarda-roupa, pegar tudo o que era meu e quando voltamos para o carro ele disse que estava me levando para morar com ele”, conta.

Com a ajuda da sogra, Pâmela conta que eles passaram a fazer uma jornada dupla, trabalhando com ela vendendo de cachorro quente até reformar o trailer antigo do pai de William para começar o próprio negócio. “Ano passado, lembro que foi a noite mais fria do ano e a temperatura chegou a 2ºc, fizemos só R$ 6,00, mesmo assim voltamos felizes para casa, como se nada tivesse acontecido, porque tínhamos o mais importante: um ao outro”, relembra.

Da realidade de filha única e criada pela avó, em que Pâmela diz ter tido todo tipo de conforto durante toda a vida, até o momento em que resolveu abrir as asas e seguir o amor por William, deixando tudo para trás, ela conta que as dificuldades financeiras só aproximaram os dois e que mesmo sem o estilo de vida que tinha antes, valeu a pena tudo o que passaram para chegar até aqui.

“Ele é alguém me incentiva a ser melhor todos os dias, quando não estou bem é ele quem traz de volta, ele nunca nem reclamou do arroz com ovo que eu fazia no começo, estava horrível e ainda assim, além de comer ele elogiava. Hoje ele parou o curso de Técnico em Enfermagem para poder continuar pagando o meu, depois da formatura, eu vou trabalhar e aí vai ser a minha vez de ajudar ele a voltar a estudar”, diz.

Foi também o amor que voltou a reunir a família, depois de entender que a neta não ia voltar e que o julgamento feito à primeira vista estava errado, a avó passou a reconhecer o bem que William fez a Pâmela. Neste ano, pela primeira vez o casal recebeu em casa não só a família dele, como também a dela.

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