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20/11/2015 03:45

Com gol, Vagner Love mantém sina de heróis improváveis em títulos corintianos

Raoni Davi, FPF

As críticas e a desconfiança de grande parte da torcida serviram para uma coisa a Vagner Love: se tornar mais um herói improvável de um título brasileiro conquistado pelo Corinthians. Autor do gol do hexa e artilheiro na campanha na data do título ao lado de Jadson, Love se junta a um grupo de jogadores dos quais, pouco – ou nada – era esperado, e entraram para a história.

Os pioneiros

A história de heróis improváveis em títulos brasileiros começa com um time cheio de candidatos a isso. A equipe campeã brasileira em 1990 não contava com jogadores de imensa qualidade e não era cotada ao título. O time se apoiava em Neto, camisa 10 especialista nas bolas paradas, além da raça do elenco.

Símbolo dessa vontade em campo, o multifuncional Wilson Mano marcou o gol da vitória por 1 a 0 no primeiro jogo e viu o talismã Tupãzinho marcar o gol que repetiu o placar na segunda partida e deu o primeiro título nacional ao Corinthians diante do favorito São Paulo.

Direto da arquibancada...

Oito anos depois e o time do Parque São Jorge montou um de seus melhores e mais vitoriosos times de sua história, com astros como Edílson, Marcelinho Carioca, Gamarra, Rincón... Mesmo assim houve espaço para o herói inesperado e ele vestia a camisa corintiana desde pequeno, nas arquibancadas: Dinei.

Presente na campanha do título de 1990 ainda muito garoto, Dinei rodou por diversas equipes, teve problemas com drogas e, de volta para casa, pouco foi aproveitado por Vanderlei Luxemburgo durante a campanha. Mas, nas finais contra o Cruzeiro o atacante foi decisivo.

Especialmente na arrancada para a conquista, que se deu no Mineirão. O time celeste vencia por 2 a 0 com gols dos experientes Muller e Valdo, até entrar um torcedor em campo. Era Dinei. Ele diminuiu o placar ainda aos oito minutos do segundo tempo e fez a jogada para o gol de empate de Marcelinho, cinco minutos depois. Dali para frente coube aos heróis prováveis fazerem a sua parte com dois jogos em casa.

Dida x Raí

No ano seguinte o Corinthians mantinha a base forte da equipe e chegava como favorita ao título. Reforçado no time titular por jogadores como Ricardinho, Luizão e o garoto Edu, o time também não dava muito espaço para heróis inesperados. Luizão fez três gols importantes em dois jogos da decisão, mas ele já havia feito outros 18 na competição e, portanto, não havia outra coisa para se esperar dele.

Heroico na campanha foi o goleiro Dida, especialmente na semifinal do campeonato. No primeiro dos previstos três jogos da semifinal, o confronto com o São Paulo foi eletrizante, terminando o primeiro tempo empatado por 2 a 2. Mas os atos de heroísmo ainda estavam por vir.

Quando o Corinthians já vencia por 3 a 2, iniciou-se o duelo entre Raí, ídolo maior do torcedor são-paulino até então e Dida, goleiro de Seleção Brasileira, mas recém-chegado ao Parque São Jorge. Raí teve pênalti para cobrar e viu Dida defender. Minutos mais tarde, aos 47 do segundo tempo, de novo Raí partiu para nova cobrança e viu novamente Dida defender. Estava aberto o caminho para mais um título.

Trio improvável e decisivo

No conturbado título de 2005, novamente não faltavam estrelas e brilharam Tevez e Nimar, especialmente. Mas, dentre tantas partidas daquela competição, uma entrou para a história pelos gols importantíssimos de quem pouco se esperava novamente. Era a 41ª rodada do longo campeonato e o Corinthians entrava em campo contra a Ponte Preta com 78 pontos, contra 75 do Internacional. O time gaúcho venceu o Palmeiras e poderia empatar em pontos já que os campineiros venciam por 1 a 0 até aos 38 minutos do primeiro tempo.

Foi quando entrou em cena o contestado lateral esquerdo Gustavo Nery, empatando a partida. O empate, porém, não era o melhor resultado ainda e Coelho, também contestado lateral, mas pela direita, marcou um golaço numa improvável cobrança de falta. Já aos 48 minutos, o meia Carlos Alberto, contestado pelo jeito despojado, concluiu o placar, mantendo a boa vantagem para os rivais.

Gols solitários salvam

Com campanha consistente em 2011, também com o comando de Tite, o Corinthians arrancou espetacularmente nas primeiras rodadas e manteve a gordura até o final, mas não sem a presença de alguns heróis de gols solitários, importantes numa disputa ponto a ponto contra o Vasco pela taça.

O primeiro foi o peruano Ramirez, de pouco destaque, marcou o gol da vitória simples sobre o Ceará em Fortaleza, já aos 35 minutos do segundo tempo. Na rodada seguinte foi a vez de Adriano, o Imperador, enfim fazer o que dele era esperado. O Atlético Mineiro segurava o empate por 1 a 1 até os 43 minutos da segunda etapa até Adriano, mesmo visivelmente acima do peso, virar o marcador.

Na penúltima rodada, foi a vez do velho conhecido Liédson. Diante do Figueirense em Santa Catarina, o franzino atacante marcou aos 22 minutos do segundo tempo o que era o gol do título corintiano, não fosse o tento de Bernardo, no Maracanã para o Vasco da Gama, já aos 45 minutos da segunda etapa. O empate sem gols com o Palmeiras na rodada final bastou para a conquista alvinegra.

Love in the air

Nesta temporada, alguns nomes surgiram como candidatos a heróis marcando gols importantes em momentos cruciais como o meio-campista Rodriguinho e os atacantes Luciano e Lucca. Mas, nenhum dos dois carregava o peso de ser ídolo do arquirrival e de substituir o peruano Guerrero, autor do gol no Mundial de 2012. Vagner Love marca o gol do título corintiano, o seu 13º na campanha vitoriosa e coloca seu nome como mais um dos inesperados heróis corintianos no hexacampeonato.

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