Cassilândia, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

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03/05/2010 14:02

Cassilândia: leia a entrevista da Secretária da Saúde

Bruna Girotto

Leia os principais questionamentos realizados pelo programa Rotativa no Ar, nesta segunda (03), à Secretária de Saúde de Cassilândia Thaís Maria Rossit Silveira Batista.

Rotativa no Ar - Foi boato ou verdade: a senhora pensou em deixar o cargo de secretária de saúde?

Secretária da Saúde - Eu tenho problemas pessoais, pois preciso ser submetida a uma cirurgia e por isso não posso ficar até o final do mandato do prefeito. Conversei com ele, coloquei algumas insatisfações, acertamos algumas arestas. Mas continuo trabalhando nesse primeiro semestre.

Rotativa no Ar - Por que, muitas vezes, espera acabar um medicamento para solicitar mais, ao invés de estocar, como no caso do Captopril, que é remédio de pressão e de uso diário?

Secretária da Saúde - Nós fazemos licitação há cada 6 meses. Nós trabalhamos com previsão, e não com número exato. O Governo Federal tem a farmácia popular. Têm alguns medicamentos que fazem parte da saúde básica. O Captopril tem em farmácia popular, e normalmente custa 1 real o tratamento para 30 dias. É claro que seria melhor de graça, mas na emergência, o paciente pode ir na farmácia popular, com RG e receita, e adquirir esse medicamento.

Rotativa no Ar - Falta máscara para dentista?

Secretária da Saúde - Para adquirir qualquer produto, nós temos que fazer licitação. Às vezes nos programamos para uma quantidade e acaba usando mais produto. No fim, a gente acaba conseguindo acertar com os profissionais, para que as pessoas não tenham problema.

Rotativa no Ar - Cassilândia precisa de mais médico?

Secretária da Saúde - A dra. Graciele está de licença de maternidade. Quando há médico de licença, o enfermeiro avalia o paciente e encaminha para atendimento em outro PSF, e se for caso de urgência, é encaminhado para a Santa Casa. Houve uma época em que se atendia tudo na Santa Casa, lá era um ambulatório. Após o surgimento do PSF, cada unidade tem uma população a ser atendida. Infelizmente, há pessoas que burlam e acabam indo para Santa Casa. Só que lá, não tem como fazer acompanhamento, e sim a queixa do momento, pois cada hora é um médico que atende. Já no PSF há um acompanhamento. O ideal seria que tivéssemos um profissional que atendesse na ausência de outro médico (férias ou licença). Mas nossa população de médico trabalha, a grande maioria, na prefeitura. E contratar um médico para para cobrir férias é inviável. Existe esse sofrimento da população mesmo, que tem de deslocar de uma unidade para outra para atendimento.

Rotativa no Ar - Os médicos estão lotados de serviços?

Secretária da Saúde - Nós temos 9 médicos da Saúde da Família e mais a dra. Magda que atende no Nasf e um médico auditor. Fora isso, temos os plantonistas. Há 3 médicos que dão plantão na Santa Casa no horário em que os médicos da Saúde da Família estão trabalhando. Se a gente não consegue ter um médico no município, encaminhamos para o médico do Estado, em Campo Grande. Às vezes, contratamos serviços - como neurologista - para poder ter atendimento na cidade. Normalmente, a pessoa consegue atendimento no mesmo dia na Saúde da Família, enquanto em outros municípios demoram dias para conseguir atendimento.

Rotativa no Ar - O médico Dairson disse que às vezes, quando vai realizar uma cirurgia, o calor dentro da Santa Casa é tão grande, que é comum escorrer suor pelos braços durante o procedimento. A Secretaria de Saúde já recebeu reclamações dos médicos sobre a Santa Casa? E o que pode ser feito para melhorar?

Secretária da Saúde - Temos uma contrato com a Santa Casa para atender a parte de urgência e emergência, e fazer procedimentos cirúrgicos. A Santa Casa não é da Secretaria de Saúde, mas contratada, por meio de recurso municipal, estadual e federal. Parece que houve um problema com ar condicionado, mas isso já está sendo resolvido.

Rotativa no Ar - Quais foram as maiores dificuldades ao assumir o cargo?

Secretária da Saúde - Há entraves, burocracias. O ideal seria conseguir atender a todos, mas não podemos. Nós temos de atender a maioria, da melhor forma, e não há particularidades. Por isso não é possível adquirir um medicamento específico para determinada pessoa. Tem de ter medicamentos para a maioria.

Rotativa no Ar - Já houve alguma notificação de gripe suína em Cassilândia neste ano?

Secretária da Saúde - Não.

Rotativa no Ar - O que fazer quando o PSF está fechado?

Secretaria da Saúde - A unidade de saúde da família fica aberta 8 horas por dia para atendimento normal. Se for um acidente, por exemplo, vai na Santa Casa, que será atendido.

Algumas perguntas dos ouvintes

Rotativa no Ar - Em Cassilândia, já vale a lei de acompanhantes para gestante?

Secretária da Saúde - Se a gestante solicitar, o acompanhamento pode permanecer ao seu lado.  

Rotativa no Ar - Há atendimento pela tabela social em Cassilândia?

Secretária da Saúde - Não. Nós encaminhamos para o Estado. Há critérios para esse atendimento, por exemplo, se alguém não pode se deslocar. A Secretaria faz avaliação social e encaminha o paciente para o médico, que cobrará mais barato para o atendimento médico.

Rotativa no Ar - O que significa Gestão Plena?

Secretária da Saúde - Gerir os recurso. Dar os destinos ao recurso que a gente recebe. A Saúde é dividida em caixinhas. Recebemos recursos que só podem ser usados para determinado setor da saúde.

Rotativa no Ar - Para poder adquirir um colírio para glaucoma, que custa 83 reais, a assistente social tem de fazer uma visita. Mas informada que ela não tem carro para realizar a visita. 

Secretária da Saúde - O colírio não faz parte da farmácia básica. Nós compramos colírio, mas às vezes não temos condição financeira de comprar. Nós não recebemos esse recurso para comprar. O SUS, infelizmente, não tem o financiamento suficiente para atender todo mundo. Então a gente tem de fazer escolhas, por meio de avaliação social.

Rotativa no Ar - O que acha da greve dos servidores municipais?

Secretária da Saúde - Para beneficiar algumas pessoas, prejudicam muitas pessoas. Eu não concordo. Em São Paulo, por exemplo, se tem greve de ônibus e metrô, o pessoal não consegue trabalhar.

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