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27/06/2016 09:00

Bebês podem ter infecção urinária?

BabyCenter Brasil

Sim. O nome mais específico é infecção no trato urinário, sistema composto pelos seguintes órgãos:

os rins, que fabricam a urina
os ureteres, que levam a urina dos rins até a bexiga
a bexiga, que armazena a urina enquanto ela não é eliminada
a uretra, que leva a urina da bexiga até o orifício por onde o xixi sai

Em condições normais, a urina segue esse caminho sem problemas, mas, quando se contamina por bactérias -- que costumam vir da pele em torno dos órgãos genitais, do ânus ou pelo sangue --, pode provocar inflamação e infecção em qualquer ponto do percurso.

Procure o médico se desconfiar que há algo errado. As infecções urinárias são fáceis de tratar, mas se não forem debeladas podem causar danos permanentes aos rins, e até mesmo insuficiência renal.

De acordo com especialistas, em crianças de até 2 anos a probabilidade de sofrer sequelas graves é maior que em crianças mais velhas, por isso é importante diagnosticar o problema o quanto antes.
Como vou saber se meu filho está com a infecção?
Muitas vezes, uma febre inexplicável é o único sinal da infecção. Em alguns casos, as crianças podem apresentar outros sintomas -- acompanhados ou não de febre --, como:

Choro ou reclamação na hora de fazer xixi (um jeito de saber se a criança está fazendo xixi naquele exato momento é colocando a mão sobre a fralda. Dá para sentir o quente da urina enchendo a fralda).
Urina com cheiro ruim
Urina opaca, turva ou com sangue
Irritabilidade persistente, sem explicação
Vômitos
Falta de apetite
Emagrecimento ou dificuldade para ganhar peso

Como a doença é diagnosticada?
O médico vai fazer perguntas sobre os sintomas que você está percebendo, e vai examinar o bebê. Talvez pergunte se há casos de infecções urinárias frequentes na família, já que o problema pode ser hereditário.

Caso o pediatra desconfie de uma infecção no trato urinário, vai pedir um exame de urina, para tentar detectar a presença de bactérias. O resultado é rápido para saber se se trata ou não de infecção: a presença de um número elevado de glóbulos brancos, em geral, é um forte indício de infecção urinária causada por bactérias, e essa resposta sai no mesmo dia.

Depois disso, a mesma amostra de urina normalmente é mantida no laboratório para o exame de urocultura, que tenta identificar exatamente a bactéria responsável pela infecção, e para o antibiograma, que testa a eficácia de diferentes antibióticos contra a bactéria identificada.
Como vou conseguir fazer exame de urina em um bebê?
É bem difícil colher uma amostra estéril de urina de um bebê, que não esteja contaminada pelas bactérias presentes na pele, no bumbum e no cocô.

O método mais comum de fazer o exame é grudar uma espécie de saco plástico, com adesivos e um buraco, em torno da vagina ou do pênis do bebê, depois de uma boa limpeza da área. Nem sempre a estratégia funciona da primeira vez. Siga as orientações do hospital ou do laboratório.

Provavelmente a coleta terá de ser feita no próprio hospital ou laboratório, e não em casa, e você vai ter de ficar esperando o xixi aparecer -- reserve um bom tempo para a "operação exame".

Procure oferecer líquidos para a criança antes da coleta para tentar diminuir o tempo de espera pelo xixi.

Em casos especiais, é necessário obter a amostra com um cateter -- um caninho flexível colocado na uretra do bebê para retirar a urina diretamente da bexiga. Apesar de desconfortável (o bebê provavelmente vai chorar), o exame é seguro e rápido: leva menos de um minuto.
Além do exame de urina, há outros?
Pode ser que o médico peça outros exames. Existem algumas alterações no trato urinário que podem facilitar a ocorrência de infecções urinárias, e um deles é o refluxo vésico-ureteral, situação em que a urina da bexiga volta para os rins através dos ureteres.

Os exames extras servem para verificar se há algum problema desse tipo ou alguma alteração do sistema urinário que favoreça infecção. Entre 30 e 40 por cento dos bebês que apresentam infecção urinária de repetição têm o refluxo vésico-uretral.

Entre os exames que podem ser pedidos estão a ultra-sonografia de rins e vias urinárias e uma série de radiografias com contraste para detectar o refluxo.
Qual é o tratamento?
O tratamento da infecção é feito com antibióticos, na maioria das vezes por boca, por até duas semanas.

O ideal é que o antibiótico seja escolhido com base no resultado da cultura de urina e do antibiograma, mas às vezes os médicos já receitam um antibiótico chamado de "amplo espectro" antes mesmo de saber o resultado, para que o efeito seja mais rápido, e depois de identificada a bactéria ajustam a medicação, quando necessário.

Ainda que a criança pareça ter melhorado depois de alguns dias, é importante dar o remédio até o último dia, conforme a receita do médico, para que a infecção não volte ainda mais forte.

Se a criança estiver debilitada, pode precisar ser internada para receber o remédio pela veia. Quando a infecção acontece em bebês de menos de 1 mês, a hospitalização é praxe.
E se meu filho tiver um problema mais sério?
Caso o bebê esteja com uma obstrução no trato urinário, pode ser necessária uma cirurgia. Em alguns casos, a operação também é realizada para corrigir o refluxo vésico-ureteral, embora na grande maioria deles o problema vá embora sozinho até a criança ter por volta de 6 anos.

Quando é diagnosticado o refluxo, às vezes os médicos receitam antibióticos em doses pequenas para serem usados a longo prazo, para evitar infecções frequentes e eventuais sequelas nos rins.
Há algo que eu possa fazer para evitar as infecções?
Certas crianças têm mesmo uma tendência a sofrer de infecções no trato urinário, mas há algumas medidas que você pode tomar para reduzir o risco:

Dê muito líquido ao seu filho. Além de manter o trato urinário em constante atividade, os líquidos ajudam a evitar a prisão de ventre (constipação), que pode colaborar para que haja infecções.

Também para evitar a prisão de ventre, ofereça bastante fibra ao bebê, como frutas, verduras e grãos integrais, quando ele já estiver comendo outros alimentos além do leite.

Se você está amamentando, mantenha o aleitamento até o bebê ter no mínimo 7 meses. Estudos já mostraram que o leite materno até essa fase protege contra infecções urinárias, e a proteção se mantém até a criança ter mais de 2 anos, mesmo que não mame mais no peito.

No caso de meninas, não use muito sabonete na água do banho, para não irritar a região vaginal. E sempre limpe a área da frente para trás, quando estiver trocando a fralda, para não levar bactérias do bumbum para a vagina.

 

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