Cassilândia, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

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16/02/2005 14:50

Aumento das exportações de lácteos não garante superávit

Famasul Notícias

Apesar do aumento das exportações, o país voltou a ser deficitário na balança comercial de lácteos no primeiro mês de 2005.

As exportações brasileiras de produtos lácteos em janeiro de 2005 renderam ao País US$ 11,5 milhões, o que representa um crescimento de 258,8% na comparação com os US$ 3,2 milhões registrados em igual período do ano passado. Em volume, as exportações de lácteos atingiram 6,6 mil toneladas, 160% a mais que as 2,5 mil toneladas de janeiro de 2004. O principal produto da pauta de exportações de lácteos em janeiro deste ano foi o leite em pó, cujas remessas renderam receita de US$ 7,7 milhões. O principal destino do leite em pó brasileiro foi a Argélia. Esse país, sozinho, foi responsável por negócios de US$ 4 milhões, na compra de leite em pó dos tipos integral e desnatado. "A Argélia é um grande importador de lácteos, e o Brasil está conquistando esse mercado", diz o presidente da Comissão Nacional da Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNPL/CNA), Rodrigo Alvim.

O leite em pó obteve a liderança no ranking das exportações de lácteos em janeiro, mas outros produtos também apresentaram destaque. As remessas de leite condensado somaram receitas de US$ 1,5 milhão; e as de queijos, US$ 2,1 milhões. Somente as vendas de queijo mussarela a outros países somaram quase US$ 1 milhão, sendo a Coréia do Sul o principal comprador, com negociações de 830 toneladas. "As exportações de lácteos aumentaram substancialmente após as medidas antidumping. Para garantir a continuidade desse crescimento, estamos trabalhando para a manutenção dessas medidas.", diz Alvim.

Importações aumentam

Apesar do forte crescimento de exportações, houve também em janeiro um grande aumento nas importações do segmento. As compras de produtos lácteos no Exterior geraram despesa de US$ 12 milhões, contra US$ 7,6 milhões em igual mês de 2004. Em volume, as importações atingiram o equivalente a 6 mil toneladas, contra 4,8 mil toneladas, em janeiro de 2004.

Câmbio preocupa

Com o dólar a R$ 2,60, os negócios com exportações de lácteos praticamente cessaram. Um analista de mercado informou que as exportações atuais referem-se apenas a contratos já firmados, os quais estão sendo cumpridos pelas indústrias. Há, portanto, um efeito inercial nas exportações, o que explica os números de janeiro. Nesse cenário, dificilmente o país repetirá os números de exportação de 2004 e o crescimento da produção terá de ser acomodado principalmente no mercado interno.

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