Cassilândia, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

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03/09/2008 14:13

Após cinco meses de alta, alimentos têm deflação

Fernanda Mathias - Campo Grande News

Após cinco meses pressionando o custo de vida do campo-grandense, os alimentos deram trégua em agosto e tiveram deflação de 0,42%, segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), pesquisado pela Uniderp/Anhanguera. Com a baixa nos preços dos alimentos, a inflação fechou agosto em 0,16%, bem menor que em julho, quando o custo de vida aumentou 0,53%.

Tiveram quedas de preços significativas os seguintes produtos: tomate (-37,01%), chicória (-27,12%), melão (-13,92%), melancia (-11,81%). No subitem carnes registraram queda os seguintes cortes de carne bovina: músculo (-6,44%), patinho (-4,50%), fígado (-4,01%), lagarto (-2,99%). O preço do pernil suíno também registrou queda de 3,22%. Os aumentos ficaram por conta do limão (56,09%), cebola (20,51%), milho verde (19,38%) e berinjela (14,91%). Também foram registradas pequenas altas nos preços do acém (3,62%), filé mignon (2,36%) e contrafilé (2,19%).

O coordenador do Nepes (Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais), Celso Correia de Souza, dá uma notícia animadora ao consumidor: a tendência é que os preços de alimentos continuem caindo.

Segundo ele, conjuntura mundial está favorecendo a queda da inflação no Brasil, motivada pela queda geral dos preços das principais commodities, principalmente, daquelas cujos derivados pertencem ao grupo Alimentação. “Parece que a tendência é continuar com esse comportamento nos próximos meses”, fala Correia.

Além do grupo Alimentação, apresentaram variações negativas os grupos, Vestuário (-0,26%) e Saúde (-0,02%). Já os grupos com variações positivas foram Habitação (0,51%), Transportes (0,43%), Educação (0,40%) e Despesas Pessoais (0,13%).

Calça comprida feminina (-1,23%), saia (-1,20%), sapato masculino (-0,97%) e lingerie (-0,62%) foram os itens do grupo Vestuário que registraram as principais quedas de preços. E no grupo Saúde, as quedas mais significativas foram observadas nos itens: antialérgico e broncodilatador (-1,07%), antiinfeccioso e antibiótico (-0,46%) e analgésico e antitérmico (-0,38%).

A maior alta de preços ocorreu no grupo Habitação. Liquidificador (7,04%), carvão (5,20%), vela (5,10%) e lâmpada (4,55%) foram os itens que apresentaram as maiores altas. Em seguida aparece o grupo Transportes, com elevações nos preços da passagem de ônibus interestadual (6,40%), automóvel novo (2,14%), ônibus intermunicipal (1,65%), óleo diesel (0,68%) e álcool combustível (0,59%). “Neste grupo, observamos queda no preço da gasolina (-0,87%) e do pneu novo (-0,22%)”, explica o pesquisador do Nepes, professor José Francisco dos Reis Neto.

No grupo Educação, o índice positivo foi devido, principalmente, a aumentos de preços em artigos de papelaria, de 3,83%, em média. Finalmente, no grupo Despesas Pessoais, as elevações principais foram observadas nos preços do sabonete (2,88%), xampu (1,57%) e hidratante (1,53%).

Acumulada – A inflação acumulada em Campo Grande nos últimos 12 meses é de 4,57%. “Como a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional é de 4,5%, com tolerância de 2% para mais ou para menos, neste período, a inflação continua ultrapassando o centro da meta, mas com tendência de queda, muito provavelmente retornando, até o final do ano, ao centro da meta, que é de 4,5%”, explica o professor Celso Correia. Nos últimos 12 meses somente o grupo Habitação teve deflação (-0,96%) em seu índice, os demais grupos apresentaram inflações: Alimentação (13,83%), Educação (3,98%), Saúde (3,69%), Transportes (3,61%), Despesas Pessoais (3,42%), e Vestuário (3,11%).

Em 2008, a inflação acumulada chega a 3,06%. “Neste período, também, somente o grupo Habitação se apresenta com deflação (-1,29%) em seu índice. Os outros apresentam inflações, com destaque para o grupo Alimentação, com 11,32%, seguido do grupo Educação, com 3,95%”, comenta o professor José Francisco.

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