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03/02/2009 13:04

Ano começa e mudança de horário volta à discussão

Ângela Kempfer, Campo Grande News

O inicio de mais um ano legislativo também traz à tona novamente a polêmica sobre a mudança de horário em Mato Grosso do Sul, proposta que tramita no Senado para equiparação com Brasília.

Hoje, durante sessão ordinária na Assembléia Legislativa, o deputado Paulo Duarte (PT) anunciou que vai lançar amanhã, às 11 horas, uma cartilha que orienta a população sobre as consequências de tal alteração.

O título do material já é um alerta “Mudança de Horário, se você é a favor, leia, se você for contra, leia. Isso pode mudar sua vida". Elaborada em formato de gibi, a publicação ataca a proposta de mudança e evidencia como a qualidade de vida pode piorar, caso seja aprovado o projeto.

A cartilha é uma iniciativa do Comitê Estadual pela Manutenção do Horário de Mato Grosso do Sul, que tem com um dos principais articuladores o oncologista Adalberto Siufi, além do psiquiatra José Carlos Rosa Pires, do cardiologista Luiz Ovando e do meteorologista Natalio Abrahão Filho.

O assunto também foi lembrado hoje durante sessão ordinária na Câmara Municipal. O vereador Marcelo Bluma (PV), também contra a proposta de adiantar o relógio em uma hora, disse defendeu que é hora de “retomar essa preocupação exatamente porque estamos passando por um período do ano que demonstra, na prática, a dificuldade que temos com a alteração do horário. Quem tem por hábito acordar cedo, às 5h45, sabe da dificuldade com relação a luminosidade, é uma total escuridão. Eu fico pensando nas crianças das escolas públicas que vão a pé ou de ônibus para a escola e precisam enfrentar o perigo dessa escuridão”, argumentou em relação ao horário de verão, atualmente em vigor.

“Essa situação atual é que permanecerá em Mato Grosso do Sul caso o horário seja mudado, fará parte do nosso dia a dia, mas como fica a população?”, questionou o vereador em tribuna.

Novamente, o vereador defendeu que seja feita uma consulta popular para verificar a opinião do sul-mato-grossense. Na avaliação dele, o mesmo processo foi concluído no Acre, no ano passado, sem que os moradores fossem ouvidos. “A mudança foi aprovada sem consulta à população que hoje sofre com as conseqüências da medida”, finalizou Bluma.

Projetos - Hoje, tramita no Senado uma proposta de realização de referendo no Acre, para consultar a opinião da população sobre a alteração que completará um ano em abril e se o acreano quer que o horário volte ao praticado até 2007.

“Lá é nverso, querem perguntar depois que fizeram alteração”, lembra o senador Valter Pereira (PMDB), autor de proposta para que seja realizado um plebiscito em Mato Grosso do Sul sobre a mudança.

O projeto já está pronto para ser votado em plenário, depois de ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Caso seja aprovada, a proposta seguirá para votação na Câmara Federal e, se também passar pelos deputados federais, sem qualquer alteração, irá para sanção do presidente. “Não deve haver resistência”, espera Valter Pereira.

Simultaneamente, tramita também no Senado projeto dos senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Jayme Campos (DEM-MT) que busca igualar o horário de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso ao do Distrito Federal, atualmente em fase de avaliação pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos).

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