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07/01/2004 16:05

Agronegócio vendeu US$ 30,7 bilhões ao exterior

O agronegócio brasileiro bateu mais um recorde histórico em 2003. As exportações do setor somaram US$ 30,639 bilhões no ano passado, segundo dados consolidados pela Secretaria de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O total supera em US$ 5,8 bilhões (ou 23,3%) as vendas externas de US$ 24,839 bilhões do setor em 2002. Com isso, a participação das exportações do agronegócio no total dos embarques brasileiros aumentou de 41,1% para 41,9% em 2003. As importações cresceram 6,6%, para US$ 4,791 bilhões.

O saldo da balança comercial do agronegócio também bateu outro recorde, alcançando um superávit de US$ 25,848 bilhões – 27% acima do saldo de US$ 20,347 bilhões registrado em 2002. O resultado coloca o agronegócio como responsável pela totalidade do superávit global de US$ 24,824 bilhões da balança comercial do país, já que os demais setores apresentaram um déficit de US$ 1 bilhão no período. “Em 2004, mantidas as atuais condições internas e externas, devemos ter um superávit entre US$ 27 bilhões e US$ 28 bilhões”, diz o ministro Roberto Rodrigues.

Soja lidera - O desempenho positivo das exportações em 2003 deveu-se ao crescimento das vendas de todos os grupos de produtos, à melhora dos preços internacionais das principais commodities e à abertura de novos mercados. Cabe destacar a liderança do complexo soja. As exportações do complexo soja cresceram 35,2%, de US$ 6,008 bilhões para US$ 8,125 bilhões, resultado do aumento das vendas de soja em grãos (41,5%), farelo (18,3%) e óleo em bruto (54,3%). Além do aumento do volume exportado em razão da safra recorde de 52 milhões de toneladas, a elevação dos preços internacionais também contribuiu para ao crescimento das receitas de exportações do setor.

Em alguns casos, cresceram mais as receitas com os produtos do que o volume embarcado. O complexo carnes e os produtos florestais foram destaques. No setor de carnes, cujas vendas cresceram de US$ 3,1 bilhões para US$ 4,1 bilhões (+31%), dispararam as vendas de bovinos in natura, de US$ 776 milhões para US$ 1,154 bilhão (+49%). Em volume, o aumento foi de 44%. Em carne de frango in natura, o país saiu de vendas de US$ 1,3 bilhão para US$ 1,7 bilhão (+28%), exportando 20% acima do volume de 2002. As exportações de café cresceram 7%, para US$ 1,423 bilhão. Em volume, o aumento foi de apenas 1%.

As vendas de algodão e fibras têxteis vegetais se recuperaram em 2003, crescendo de US$ 800 milhões para US$ 1,1 bilhão (+35%). Em trigo, o Brasil passou a exportar. Foram 50 mil toneladas em 2003. Antes, nada era vendido ao exterior. As vendas de 3,5 milhões de toneladas de milho somaram US$ 375 milhões, um resultado 40% superior a 2002. Nos produtos florestais, as exportações de papel e celulose cresceram 38%, de US$ 2 bilhões para US$ 2,8 bilhões. As vendas de madeira cresceram 18,4%, para US$ 2,6 bilhões. Houve ainda a performance positiva de sucos de frutas (17,5%); frutas e hortaliças (32,9%); couros, peles e calçados (5,3%); cacau (55,4%); fumo e tabaco (8,1%); e pescados (23,2%).

Novos mercados – As vendas externas foram ainda mais diversificadas em 2003 e houve um expressivo aumento da participação de novos mercados, como Ásia, Oriente Médio e Europa Oriental. Em todos os principais blocos econômicos houve crescimento: Mercosul, 40%; Nafta 17%; União Européia, 22,4%; Europa Oriental, 26,8%; Ásia, 33,3%; Oriente Médio, 34,3%; e África, 9,7%. Mudou a participação desses blocos como destinos das exportações: a UE continuou na liderança, absorvendo 36,4% das exportações totais do agronegócio. A Ásia aumentou de 16,7% para 18,1% sua fatia, alcançando o Nafta, cuja participação apresentou uma redução de 19% para 18,1% em 2003. O Oriente Médio aumentou sua participação de 6,2% para 6,8%; a Europa Oriental, de 6,1% para 6,3%; e o Mercosul, de 2,7% para 3,1%. Os países que mais compraram produtos do agronegócio brasileiro foram China (66,2%); Turquia (67%); Romênia (114%); Ucrânia (35,9%); Hong Kong (35,9%); Taiwan (67,3%); Irã (71,7%); Israel (122,9%) e África do Sul (56,8%).

Informações do Ministério da Agricultura

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