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Pente-fino confirma acesso fácil de presos a celulares

Humberto Martins e Aline dos Santos/Campo Grande News - 07 de junho de 2006 - 07:12


A descoberta de uma carta atribuída a integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) foi o ponto de partida para a realização de um dos maiores “pentes finos” realizados no EPSM (Estabelecimento Penal de Segurança Máxima) de Campo Grande, que, até às 17h desta terça-feira (6 de junho), resultou na apreensão de quase 50 celulares e um número ainda não conhecido de armas artesanais em posse dos detentos; ao mesmo tempo em que não confirmou duas suspeitas existentes desde o motim dos dias 14 e 15 de maio: a de que os presos teriam a posse de uma arma de fogo; e que o Pavilhão I da Máxima teria em seu subsolo um túnel, a ser usado em uma cogitada fuga da penitenciária.
Na análise do diretor-geral da Agepen, essa foi uma operação com maior 'detalhamento' em relação às duas anteriores, feitas após as rebeliões dos dias 14 e 15 de maio




Partiu do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Mato Grosso do Sul o alerta para o secretário interino de Justiça e Segurança Pública, Raufi Marques, sobre a correspondência interceptada em Sorocaba/SP, contendo informações sobre ações do PCC que teriam início hoje, data de “aniversário” da facção criminosa, a ser marcada por novos tumultos em penitenciárias e a prédios públicos – como ocorreu entre os dias 12 e 16 de março, em São Paulo/SP. Como precaução, o titular da Sejusp disse ter optado por uma varredura na Máxima, a fim de evitar contratempos.

Tropa de elite - A ação pode ser considerada a primeira, em grandes proporções, da Força Nacional de Segurança Pública no Estado. Foram encaminhados 150 soldados à Máxima, para se aliarem a 60 policiais militares e 40 agentes. O resultado final da “mega-operação” só se tornará público amanhã, às 9h. Porém, informações extra-oficiais indicam que o total de celulares apreendidos hoje chega a 48.

Fernando da Anunciação, presidente do sindicato dos agentes, ressaltou em diversas ocasiões a “impossibilidade” de se remover todos os telefones celulares do presídio – situação que levou a Justiça a determinar o bloqueio do sinal nos arredores da unidade, localizada no jardim Noroeste.

Após o motim do dia 14 e 15 de maio, o quadro registrado na Máxima era de destruição, com 60% das 179 celas prejudicadas e quase mil armas artesanais recolhidas. Semanas depois, a remoção de um detento doente deu início a um princípio de motim, logo contido pelo reforço da Polícia Militar presente no local. E, no fim da última semana, Anunciação informou que grades foram serradas em três celas, dando livre acesso ao pátio da penitenciária a cerca de 45 presos. Nessa ocasião, o sindicalista chegou a afirmar que a situação no presídio “não estava sob controle”.

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