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Número de mortos em ataques em SP passam de 60

Marina Miranda/Campo Grande News - 15 de maio de 2006 - 07:09

O comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges, afirmou ontem que os cerca de 10 mil detentos que receberam autorização para visitar suas famílias, no final da semana passada, são considerados suspeitos de envolvimento no maior ataque criminoso coordenado da história do Estado.

Os atentados ataques contra forças de segurança - delegacias, postos, veículos militares e policiais em trabalho ou de folga - começaram na noite de sexta-feira, dia 12. Pelo menos 60 pessoas teriam morrido até a noite de ontem. Destas, 23 são suspeitas de agir a mando do PCC (Primeiro Comando da Capital).
O comandante defendeu a retirada de antenas para celular de regiões próximas a presídios. "Celular é hoje mais perigoso que uma arma. É preciso calar o celular nos presídios", disse à reportagem da Folha Online.

Os motins atingiram 78 penitenciárias, CDPs (Centros de Detenção Provisória) e cadeias públicas de São Paulo. Até o fim da noite de domingo, os presos permaneciam rebelados em 53 unidades retendo mais de 226 pessoas.
Orquestradas pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), as ações ocorrem em represália à decisão do governo estadual de isolar líderes da facção.

Segundo o balanço parcial do governo do Estado, até a noite de domingo, foram 115 ataques. Morreram 20 policiais militares - 12 deles em folga -, cinco policiais civis -todos em folga -, três guardas municipais, oito agentes penitenciários - todos em folga -, dois civis e 14 suspeitos, baleados em confrontos.

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