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Egon: vitória contra o tráfico depende de cada um

Graciliano Rocha- APn - 18 de junho de 2003 - 14:54

Campo Grande (MS) – Ao discursar na solenidade de abertura da Semana Estadual Antidrogas, o governador em exercício Egon Krakhecke defendeu que a ação da sociedade e das instituições devem ultrapassar os limites da prevenção ao uso e da repressão ao tráfico de drogas.
Segundo o governador em exercício, os governos de todo o mundo estão diante do desafio de combater o tráfico que ganhou a condição de meganegócio internacional, muitas vezes articulado com a economia formal e o mercado financeiro.
“O tráfico é um dos maiores negócios em escala planetária e está articulado a partir de uma teia de interesses que se entrelaçou na sociedade e nas instituições”, avaliou o governador em exercício, defendendo um controle rígido das autoridades nacionais e internacionais capaz de restringir os capitais de origem suspeita.
Os dados sobre o volume de recursos que o tráfico movimenta anualmente são divergentes, embora as principais fontes oficiais apontem que se trata de um negócio na casa das centenas de bilhões de dólares.
De acordo com estimativa do National Intelligence Council (órgão do governo dos EUA), o volume anual movimentado pelo tráfico oscilaria entre 100 e 300 bilhões de dólares. Já a ONU (Organização das Nações Unidas) calcula que os traficantes sejam responsáveis por valores equivalentes a 3% ou 5% de toda a riqueza produzida no planeta. Segundo a ONU, a lavagem do dinheiro proveniente no tráfico internacional de drogas irriga o mercado financeiro internacional com pelo menos US$ 400 bilhões a cada ano.

Desafios do bem-estar social - Uma das principais estratégias para vencer o problema do uso e do tráfico de drogas, segundo Egon, é a constituição de políticas públicas consistentes de melhoria das condições de vida da população.
Esta é, disse o vice-governador, uma etapa de transição para uma transformação social profunda – sem a qual não é possível superar o problema.
“É comum tratarmos o usuário de drogas como um doente, mas este é um sintoma de uma sociedade que, esta sim, está doente, pois reduz a dimensão da condição humana ao transformar as pessoas em máquinas para trabalhar e consumir”, ponderou.

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