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Geral

Chega-se a um acordo sobre o Trem do Pantanal

João Prestes - 24 de junho de 2003 - 15:14

Campo Grande (MS) – Reunidos nesta manhã com o governador Zeca do PT, em seu gabinete, o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Keiji Kanashiro; o presidente da Novoeste, Nelson Bastos; e o superintendente da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Hilário Pereira, chegaram a um acordo sobre qual o mecanismo mais apropriado para repassar ao Estado a concessão do trecho da ferrovia entre Campo Grande e Corumbá. Este era o último impasse a ser solucionado para dar início à implantação do projeto Trem do Pantanal, que prevê investimento de R$ 240 milhões na recuperação completa da estrada de ferro e reforma das estações localizadas nesse trecho, além da restauração dos vagões de passageiros.
Ficou decidido que a Novoeste apresentará à ANTT uma proposta de cisão da malha ferroviária sob seu direito. O trecho entre Campo Grande e Bauru será repassado à Ferroban, o que viabiliza a integração com o porto de Santos, vital para o escoamento da produção agrícola do Estado. O trecho restante (Campo Grande-Corumbá) será devolvido à União, que pode, posteriormente, repassá-lo ao Estado mediante outorga ou concedê-lo em contrato de exploração para outra empresa privada, já comprometida com o projeto Trem do Pantanal."Bastava apenas definir essa proposta para que em torno dela nós possamos, a partir de agora, fazer a articulação política", disse o governador. De antemão, o superintendente da ANTT garantiu seu empenho no sentido de solucionar a questão jurídica o mais rápido possível.
O governador Zeca do PT comemorou o avanço das negociações, alertando que seria um fiasco internacional se o Brasil legasse ao abandono a ferrovia do Pantanal, cuja implantação importou em enorme esforço do governo federal na época e tirou o sul do então Mato Grosso uno do ostracismo, fazendo progredir todas as cidades incluídas em seu traçado.
Viabilidade econômica – Keiji Kanashiro apresentou, na reunião, uma proposta de viabilidade econômica do projeto, com implantação prevista para os próximos três anos. Conforme a proposta, o Estado se comprometeria a investir R$ 22 milhões por ano no projeto e a União arcaria com R$ 52 milhões/ano. "Isso não significa que todos esses recursos sairão dos cofres públicos. O Estado tem a opção de buscar parcerias na iniciativa privada", explicou o secretário-executivo.
O governador Zeca do PT aprovou a idéia e disse que além do capital privado, tem condições de negociar o abatimento de créditos que Mato Grosso do Sul tem com a União. "Vamos inaugurar o primeiro trecho entre Campo Grande e Miranda ou Corumbá e Miranda daqui a dois anos, quando a ferrovia completa 100 anos, e até o fim de meu governo vamos inaugurar o Trem do Pantanal", garantiu o governador.
Kanashiro reiterou que o retorno do Trem do Pantanal é prioridade do governo federal, incluso no plano de investimentos em ferrovias lançado recentemente. A concretização do projeto vai representar, ainda, a viabilidade de outras 40 propostas de ativação e reativação de trens de passageiros encaminhadas ao Ministério dos Transportes. "O Trem do Pantanal é o único projeto acabado que temos, portanto será implantado primeiro", completou.
Participaram da reunião os secretários de Estado da Coordenação-Geral de Governo, Paulo Duarte; da Infra-Estrutura e Habitação, Maurício Arruda; do Meio Ambiente, Márcio Portocarrero, diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, Carlos Porto; diretor-presidente da Agitrams (Agência de Gestão e Integração de Transporte), Fermiano Yarzon e o procurador da Agitrams, Álvaro Filho.

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