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Bebida alcoólica e quarentena, cuidado com essa combinação

Campo Grande News - 30 de março de 2020 - 12:30

São vários os efeitos da quarentena na vida das pessoas. Tem gente que aproveita o tempo em casa para organizar as coisas, há quem passe o tempo jogando, lendo, assistindo filmes e séries, enfim, as possibilidades são várias. Porém, há também um perceptível aumento no número de pessoas que passou a beber em casa, mas não só beber, e sim fazer disso um hábito.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, não existe, ainda, um consenso sobre o consumo de álcool. Alguns trabalhos afirmam que essas bebidas até oferecem um fator antioxidante para o organismo, mas o fato é que elas, também, atuam como imunossupressores, ou seja, em grande quantidade e com frequência, podem prejudicar o sistema imunológico.

De acordo com órgão, o consumo exagerado de álcool pode ser ainda mais preocupante se a pessoa deixar, por exemplo, de fazer as refeições e substituir o almoço ou jantar pela bebida alcoólica.

O Lado B conversou com pessoas, algumas não quiseram se expor, justamente por saberem quão delicado é o assunto, sobre a aquisição desse “novo hábito”.

É o caso de um estudante de 22 anos que mora com o pai em Campo Grande. Ele, que já bebia todo fim de semana, “os três dias do fim de semana pelo menos”, por estar em casa todos os dias durante quarentena, está bebendo diariamente.

“Trabalho de home office pela manhã no meu estágio, à tarde compro uma cerveja e geralmente bebo à noite. Tem sido assim as últimas semanas”.

Perguntado se não tem receio de ingerir bebida todos os dias, ele diz que não. “É só um período passageiro. Depois volta tudo ao normal, eu tenho é que aproveitar, ficar em casa o dia todo é muito chato, preciso de uma cervejinha (risos)”.

Já uma advogada de 27 anos que conversamos, percebeu que estava indo longe demais e, antes mesmo da quarentena acabar, mudou o hábito. Ela, que mora sozinha, conta que tem histórico de familiares alcoólicos e isso a preocupa.

De uma taça de vinho diariamente, a advogada passou a beber mais e misturar.
“Sempre tomei uma taça ou outra de vinho quase que diariamente e nunca tinha visto como um problema. Mas agora, durante esse período forçado em casa, comecei a exagerar um pouco, a misturar, então estou tentando diminuir, hoje (domingo), por exemplo, não vou beber”.

Já a compradora Raquel Avelar Rodrigues está conseguindo lidar bem com a bebida na quarentena. Ela até postou em suas redes sociais a frase irônica: “Nóis tá de isolamento, mas não de abstinência”.

Ela conta que “foi mais uma brincadeira pra contrapor a situação atual. Como estou de home office, mantenho a rotina normal e umas cervejinhas no final de semana enquanto durar o estoque.”

A mudança de hábito é perceptível também para quem vende bebida. Segundo o dono de uma conveniência na avenida Fávio Zahran, Kaique Moretti, aumentou bastante a venda de bebida alcoólica.

“Quem tem dinheiro e não está trabalhando vem quase todo dia. Até mais de uma vez ao dia dependendo das pessoas”.

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